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Gastronomia

Imagem: Cozinha autoral / Reprodução

Pensando na ceia? Cinco pratos natalinos que precisam voltar com urgência!

Do salpicão às rabanadas, relembre clássicos que fazem jus ao Bom Velhinho

Entretenimento

Nenel Neto

Entusiasta dos botecos, apresentador do Buteco 98 e jornalista do perfil Baixa Gastronomia no Instagram


O Natal está chegando e o burburinho pelos cantos das empresas, nos bares, cafés e nas cozinhas das casas já começou. O que servir na ceia deste ano?

O peru e o bacalhau continuam em alta. Mas alguns pratos salgados e outros doces já não fazem o mesmo sucesso de antes. É claro que eles ainda aparecem em muitas casas, mas não com a força de outrora.

Sendo assim, relembramos aqui cinco preparos natalinos que já foram obrigatórios nas ceias do passado e, por que não — podem voltar esse ano!

Salpicão

Um clássico dos anos 70 e 80 preparado, basicamente, com maionese, cenoura, frango e batata palha. Algumas pessoas incrementam o preparo utilizando azeitonas, aipo e até bacon.

Confesso que amo salpicão e fico triste em ver que muitas famílias o deixaram de lado.

Sendo assim, torço pela volta triunfal do velho e bom salpicão. Agora, a pergunta que não quer calar: com passas ou sem?

(Com ou sem passas, o salpicão era unanimidade, mas acabou deixado de lado - xtudoreceitas / divulgação)

Leitão à pururuca

Por onde andam aqueles belíssimos leitõezinhos que fizeram a alegria de tantas famílias no passado?

O barulho do óleo quente pururucando a pele do suíno está até hoje em minhas lembranças.

Os perus e chesters de grandes indústrias praticamente eliminaram o leitãozinho à pururuca da ceia de natal, pelo menos nas grandes cidades.

Uma pena. Uma pena.

(O barulho do óleo, a pele estalando! O leitãozinho foi, por anos, a alegria do Natal! - reprodução)

Barquete com maionese de batata e fios de ovos

Os mais velhos se lembrarão que antes da ceia, naquele momento do aperitivo, as barquetes faziam um tremendo sucesso.

Pra quem nunca ouviu falar, barquetes são espécies de barquinhos ocos e crocantes, em que você pode rechear com o que quiser. A com maionese de batata era um clássico absoluto. A de salpicão também fazia sucesso.

Para enfeitar e dar uma pompa à entradinha, era normal que se colocassem fios de ovos por cima da receita. Às vezes, ainda ia uma cereja sobre os fios.

Pavê de biscoito champanhe

O glamour estava justamente aí. No final da ceia, era a hora do pavê. Sim, o pavê do tiozão, da piada sem graça.

É o sabor que está até hoje em minhas papilas gustativas. Camadas de biscoito champanhe, creme de ovos e chocolate. Por cima, pedaços de bombom quebrados para dar uma crocância.

Uma forma mais barata era utilizar o biscoito maria no lugar do champanhe. Também ficava ótimo.

O pavê ainda aparece nas festas, mas não com o sucesso de antigamente. Que saudade. Que saudade dos bons pavês de Bis ou de Sonho de Valsa.

(É pavê, é pacumê, é para se deliciar com essa maravilhosa sobremesa dos Natais de outrora - reprodução)

Rabanadas

As rabanadas andam meio esquecidas, ainda mais em época de brownies e banoffees.

Eu poderia citar mil motivos para você nunca mais se esquecer das rabanadas nas celebrações de fim de ano. Mas escrevo apenas três.

  • Um: ela é deliciosa. 
  • Dois: é fácil de fazer.
  • Três: é a forma mais genial de utilização do pão dormido, evitando, assim, o desperdício do mesmo.

Agora, se você quer estar na moda e liga apenas para glamour, vá de banoffee. Eu vou de rabanadas!

Aproveito o espaço para desejar feliz natal e próspero ano novo a vocês. Até 2022!

(Ah, a rabanada! Também conhecida como "o melhor destino da vida para um pão velho e dormido" - reprodução)

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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