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Imagem: José Goes / Arquivo Pessoal

As Serestas da Estrada Real


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Daniel Magalhães Junqueira

Coluna de Turismo assinada por Daniel Magalhães Junqueira - Presidente do Instituto Estrada Real


Seresta é o rebatizamento do termo da mais antiga tradição de cantoria popular no Brasil, a serenata que é o ato de cantar canções de caráter sentimental à noite, pelas ruas, com parada obrigatória diante das casas das namoradas.

Sempre com intensa carga emocional, os seresteiros utilizam instrumentos de corda (violão, violão de 6 cordas, cavaquinho, etc), de sopro (como flauta) e de batuque (pandeiro, por exemplo), entre outros.

A origem da seresta se dá com os chamados trovadores da Idade Média (acredita-se que no período entre os séculos 12 e 14), artistas que uniam música e poesia para falar de amores impossíveis e amizades.

No Brasil, a origem das serenatas (serestas) foi em 1717, quando o viajante francês Le Gentil de La Barbinais a trouxe consigo, mas as serenatas aparecem na história e nos livros desde 1505.

Segundo a história, no passado os grupos de músicos, saindo das festas, detinham-se às janelas de suas pretendidas, para tocar e cantar madrugada adentro.

Minas Gerais foi o berço dos primeiros seresteiros. Prova disso, é a data do Dia Nacional da Seresta ser comemorada no dia 12 de setembro, uma homenagem ao ilustre mineiro, Juscelino Kubitschek de Oliveira, que era fascinado por esse costume artístico.

Conhecida por sua musicalidade, a cidade de Diamantina, tem na Seresta uma das manifestações mais representativa da sua cultura, que se tornou famosa desde os tempos do Juscelino Kubitscheck, que costumava dizer: “Uma seresta em Diamantina é mais bela do que uma noite de trovadores em Nápoles”.

Sempre na sexta-feira que antecede a Vesperata, que são realizadas aos sábados, acontece a Noite de Seresta, que percorrem as ruas da cidade, com interação entre os seresteiros e os turistas.

Por reunir músicos nativos que resgatam por meio de suas apresentações, os cânticos de outrora, as Serestas é uma das tradições mais autênticas do município.

Existem também grupos especializados em serenatas que tocam para animar festas. É o caso da Seresta Rios ao Luar.

Em 1999, na cidade de Entre Rios de Minas, funcionários da Cooperativa Capermil, reuniram, despretensiosamente, as sextas feiras, para cantar e declamar poesias, no barzinho local. Ali iniciaram uma trajetória musical que transformou músicos amadores num grupo que se tornou referência musical da região: O Rios ao Luar.

Atualmente eles fazem apresentações particulares, e já participaram de diversos Festivais de Inverno, serenatas e nos principais projetos culturais da região, inclusive em Conservatória/Valença RJ, capital brasileira da serenata.

Nos cantos e encantos, a Estrada Real respira música! Estrada Real: Uma estrada, seu destino!


* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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