Carregando...

Turismo

Imagem: Instituto Estrada Real / Divulgação

Terroirs Estrada Real – A Gastronomia no Caminho Sabarabuçu

Da jabuticaba à carne de lata, conheça os sabores e histórias da Estrada Real

Notícias

Daniel Magalhães Junqueira

Coluna de Turismo assinada por Daniel Magalhães Junqueira - Presidente do Instituto Estrada Real


A culinária na Estrada Real está presente em cada uma das 199 cidades que compõem o roteiro histórico. Tradicionais e centenárias ou aliadas a alta gastronomia, pratos, copos e taças convidam turistas de todo o mundo a conhecer os sabores da região.

Cada região da Estrada Real possui a sua peculiaridade gastronômica que, com passados centenários se tornam sinônimo de tradição.

Afinal, o que é Terroir?

Terroir é convergente ao natural, ao que tem origem, ao que é original, ao típico, ao que tem caráter distintivo e ao que é característico. Preserva a identidade, qualidade e originalidade.

O Terroirs Estrada Real pretende inovar, resgatando e valorizando toda a tradição dos sabores da Estrada Real, ajustando-se às novas tendências e atualidades, posicionando a Estrada Real como um destino turístico gastronômico de referência no país.

As comidas típicas conquistam os viajantes pela barriga, e cada lugar possui a sua especialidade. Aliadas à alta gastronomia são pratos cheios para quem gosta de se aventurar por novos sabores. No Caminho Sabarabuçu temos produtos primários ou transformados, receitas históricas, eventos e atrativos especiais.


A Jabuticaba

Em Sabará a Jabuticaba é a principal referencia gastronômica da tricentenária cidade, o ouro negro que substituiu na história o cobiçado ouro dourado, cuja busca deu origem à cidade. A jabuticaba que hoje define a Identidade Gastronômica local tem até uma espécie da fruta que leva o nome de Sabará. A abundante produção nos sítios e quintais da cidade alimenta a atividade artesanal com diversos produtos de excelência como doces, geleias, cachaças e licores.

O Festival da Jabuticaba acontece anualmente na cidade de Sabará, e é um dos mais importantes e representativos da gastronomia mineira, valorizando esta fruta originária do Brasil.

Queijo da Caverna

Em Caeté o “Queijo da Carverna” é uma tradição restabelecida no Santuário Nossa Senhora da Piedade. Há 60 anos Frei Rosário descobriu um verdadeiro tesouro garimpado numa pequena caverna na encosta da Serra. Ao comprar queijos artesanais frescos e armazenar na pequena lapa para maturá-los, descobriu que o clima e as condições do local faziam desenvolver um fungo que lhes proporciona uma maturação especial, formando uma crosta e dando-lhes um sabor inigualável. Nascia a tradição do Queijo da Caverna, que foi resgatada por funcionários do santuário 10 anos após a morte do Frei Rosário.

Cervejas artesanais

Um dos mais importantes polos cervejeiros do país, a região de Nova Lima abriga algumas das mais premiadas cervejas artesanais do Brasil e algumas com prêmios internacionais. Para os apreciadores da bebida não faltam verdadeiros templos cervejeiros.

Queca

Ainda em Nova Lima, a famosa Queca é uma herança histórica dos ingleses que, durante a exploração do ouro no século XVIII em Minas Gerais, trouxeram seu “cake” de frutas, que se tornou ícone cultural local. No Natal, é costume as famílias se presentearem com a queca preta, uma das mais nobres, com frutas cristalizadas variadas, cuja receita remonta ao século XIX.

Pastel de angu

O pastel de angu é um quitute típico de Itabirito, que tem recheios variados como umbigo de banana, bacalhau, além dos tradicionais carne e queijo. Segundo a história oral e informal, os escravos não tinham direito a comer carne nas senzalas. Para driblar essa imposição, as mulheres que trabalhavam nas cozinhas das grandes fazendas, faziam um bolo de fubá, no formato de pastel, escondiam pedaços de carne dentro dele e colocavam para assar em fornos à lenha e levavam para a senzala. Hoje, em bares e restaurantes, os pastéis de angu fazem sucesso nos cardápios, dando origem ao tradicional “Festival do Pastel de Angu” que acontece anualmente na cidade.

Cachaças artesanais

Em toda sua extensão, a Estrada Real tem como uma de suas mais fortes marcas gastronômicas a produção de cachaças artesanais, e Itabirito é uma destas referências, e no distrito de São Gonçalo do Bação está uma dessas joias, que merece ser devidamente experimentada.

Carnes de lata

Uma visita imperdível é à Fazenda do Engenho d'Água, no distrito de Glaura, uma reserva ecológica da Mata Atlântica, repleta de espécies em extinção da fauna brasileira. Lá, duas funcionárias são incentivadas pelos proprietários da fazenda para praticar todo seu dom de preservar a arte dos fogões e produzirem as mais genuínas carnes de lata, que contam a importante história de nossa culinária tropeira.

Apaixone-se pela gastronomia única da Estrada Real! Estrada Real: Uma estrada, seu destino!



* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
Enquete

Carregando...

Colunistas

Carregando...

Podcasts

Carregando...

Saiba mais