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América

Imagem: América Mineiro

Finalistas do Mineiro se reencontram neste sábado, mas com um América em transição de ideia

Com a chegada de Vagner Mancini América demonstra outras caraterísticas de jogo

Esporte

Leo Gomide

Réporter Esportivo


No próximo sábado, às 19h, América e Atlético voltam a se enfrentar na temporada 2021. Será o quarto confrontro entre as duas equipes. Até aqui, o Atlético está invicto nos duelos: uma vitória e dois empates. Empates por 0x0 que garantiram o título estadual para os comandados de Cuca.

Mas a mudança no comando técnico do time americano pode desenhar uma partida diferente dos jogos que assistimos pelo Campeonato Mineiro. A troca de Lisca por Vagner Mancini vem alterando o que havíamos nos aconstumado a analisar com relação ao padrão ofensivo do América.

E neste texto, com o auxílio de números extraídos do Instat Football e imagens, buscaremos explicitar tais modificações.

Campeonato Mineiro

Somando os dois jogos finais pelo Estadual a média de posse de bola foi de 50% para cada lado. Mas como o América utilizou desta posse? 

O time de Lisca tinha um padrão de construção: iniciar as jogadas ofensivas desde o próprio campo, usar a largura e profundidade do campo para posicionar/escalonar os jogadores, mover a bola, e ao encontrar ou provocar espaçamento nas linhas de marcação adversária, passar a bola verticalmente para progredir rumo ao gol. Anderson e Bauermann estimulados a encontrarem possibilidade de passe que deixasse adversários para trás, ou, passes para romper linhas de marcação. Os laterais também, especialmente João Paulo. Via passes curtos, preferencialmente, ou longos.

Zé Ricardo e Alê responsáveis por atrair a marcação adversária e gerar a abertura de uma janela de passe dos zagueiros ou laterais direto para os pontas ou Rodolfo. Ou ocuparem uma zona do campo vantajosa para receberem a bola e progredir. Ao chegar no campo adversário a intenção era de passes verticais a todo momento, com os jogadores fazendo movimentos de ataque ao espaço. 

Assim, a busca de gerar oportunidades de gol em organização ofensiva era algo constante. O que não quer dizer que o América comandado por Lisca também não contra-atacasse o adversário. 

Na decisão do Mineiro o América teve uma média de 70 ataques em organização ofensiva, conseguindo finalizar em 6% destes ataques. A do Atlético 53, também finalizando em 6% das tentativas. Ou seja, somando os 180 minutos da final o América procurou atacar de uma forma mais posicional para chegar ao gol de Everson em 70 oportunidades em cada jogo. A média de contra-ataque foi de 10. 

Outro número interessante é o da estatística "Building Up". O que significa? Tentativa de construção de jogadas partindo desde o campo defensivo. Nas finais a média do América foi de 39. 

Pré-Macini - Pós-Macini

Com a chegada de Mancini, a mudança aconteceu não só relacionada a peças no time titular, como também nos comportamentos ofensivos.

Buscando traçar um paralelo do período pré e pós Mancini, sugere-se que, o que temos assistido durante as partidas, também é o que vemos refletir nas estatísticas.

E o que até o momento os números nos dizem? 

Se nas cinco rodadas iniciais a média de posse de bola do América foi de 47%, esta porcentagem caiu para 42%. Manutenção da posse que reflete na forma como o time tem buscado construir as principais jogadas ofensivas. Se até o quinto jogo a média de ataques posicionais do América era de 59, agora é de 57. Já a média de contra-ataque é de 17, enquanto era de 14 no trabalho anterior. Com Lisca a média de "Building Up" era de 36, próxima aos 39 das finais do Mineiro, já com Mancini passou a 24.

Números frios podem denotar uma diferença insignificante, mas qualitativamente acompanha-se que a eficácia aumentou ao buscar contra-atacar mais. A porcentagem de finalizaões em ações em contra ataque saiu de 18% para 22%. 

Dos oito gols marcados após Mancini assumir o comando, 4 foram desta forma: Juninho Valoura e Juninho contra o Bahia, João Paulo e Carlos Alberto diante do Santos. 

A média de Expectativa de Gol em uma finalização subiu de 9% para 11%.

Aqui, um vídeo com um padrão que vem se estabelecendo no time de Vagner Mancini: contra-atacar.

  • Manter o time se denfendendo em um bloco médio ou baixo, compacto e com muita proteção na zona central do campo
  • Ao recuperar a bola a intenção é tirar a bola da zona mais pressionada o quanto antes, e passando para frente, em sentido ao campo adversário
  • Busca de superioridade numérica contra o adversário no momento da definição da jogada



* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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