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Imagem: Mourão Panda/América

Vagner Mancini sobre o elenco: "Encontrei um time corajoso e que sabe marcar"

Vagner Mancini concedeu entrevista no programa Arena 98, e comentou bastante sobre o início do trabalho no América, como encontrou o elenco, a forma de jogar e muito mais.

Por Vinícius Silveira

Técnico experiente e com passagens por grandes clubes brasileiros, Vagner Mancini está próximo de completar um mês de trabalho no América. Anunciado oficialmente no mês passado, Mancini tirou o América da zona de rebaixamento e conseguiu resultados expressivos.

Vagner Mancini concedeu entrevista no programa Arena 98, e comentou bastante sobre o início do trabalho no América, como encontrou o elenco, a forma de jogar e muito mais.

Mudanças e início do trabalho no América

Não tenha dúvida que alguma coisa foi alterada não só no plano tático, mas também com jogadores. É importante dizer que quando um time vem da Série B, e chega na Série A, ele tem dificuldades. Essa é a verdade. O América na Série B ele era protagonista, jogava muito no campo de ataque, tinha posse de bola, e na Série A, muitas vezes, as coisas não acontecem dessa forma. Então, essa mudança precisa ser significativa em todos os setores do time”.

A partir do momento em que cheguei ao América, encontrei um time corajoso, que sabe marcar, um bom plano tático, um lastro tático muito interessante, e eu comecei a implementar nas duas primeiras semanas muita coisa através de vídeos, conversas, até porque tínhamos pouco tempo de treinamento. Agora, com a semana aberta, passamos a atacar a parte tática, e o entendimento dos jogadores, porque uma coisa é pedir para o jogador realizar e outra é treiná-lo daquela forma que você espera que ele faça. Então, há uma conexão a ser gerada com isso”.

Ser treinador de times que estão em situação ruim

Nos últimos tempos acabei sendo chamado algumas vezes, até pelo Cruzeiro e o Atlético. Acho que isto está muito ligado ao fato de ter uma boa gestão de grupo. Quando se chega em um clube, e vou citar o exemplo do Corinthians, Atlético e Cruzeiro, que são times de repercussão muito grande, você encontra um clube devastado. A partir do momento que você chega com a equipe perto da zona de rebaixamento, é normal que a equipe por não estar vivendo este momento todos os anos, enfrente problemas que normalmente ele não sabe lidar, e acho que entra a gestão de grupo, que é tentar passar para o jogador a tranquilidade necessária para que ele possa executar em campo aquilo que ele sabe”.

Confiança para os atacantes

É necessário que o atleta tenha confiança para que ele possa desempenhar o melhor dele. A sequência de jogos ajuda pra isso, e em alguns momentos ela atrapalha, pois o jogador passa para um momento onde as coisas não dão certo. Isso acontece com todos os jogadores, mas fica mais visível nos atacantes, porque eles começam a desperdiçar oportunidades. No caso do defensor, ele não vive um bom momento, mas como ele é um destruidor de jogadas, a gente não percebe muito, ou o foco não fica em cima dele".

Utilização de Rodolfo

Conheço o Rodolfo de um bom tempo desde que ele surgiu no Palmeiras, e sempre jogando pelo lado do campo. Curiosamente aqui no América, ele desempenhou um papel muito bacana na Série B, 2020 foi um ano significativo pra ele, porque mesmo jogando por dentro, ele fez muitos gols, e essa é uma opção que pode acontecer. Como nós estávamos no sistema de 3-5-2, ele acabou entrando por dentro, mas ele também pode ser usado fora da grande área, porque ele tem força física, e quando você quer uma equipe intensa, corajosa, você precisa contar com jogadores de força. Eu não posso priorizar jogadores técnicos, e pedir que eles sejam agressivos, pois vou ir contra a característica do jogador. Vejo o Rodolfo um pouco melhor desde que cheguei”. 

Confira a entrevista completa em nosso canal no YouTube


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