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Imagem: Reprodução/Galo TV

Dívida do Atlético chega a bater R$ 1,3 bilhão, mas sofre redução; Clube tem superávit em 2021

Na parte financeira, de acordo com o que foi apresentado, a dívida líquida do Galo cresceu 6%; O Atlético teve superávit no ano de 2021, chegando a 101 milhões.


Por Vinícius Silveira

Nesta quinta-feira, o Atlético apresentou mais uma edição do Galo Business Day, que apresenta ao torcedor o trabalho feito no clube no último ano, no futebol profissional, base, feminino, financeiro, entre outros movimentos do clube.

Na parte financeira, de acordo com o que foi apresentado, a dívida líquida do Galo cresceu 6%, saindo de 1,2 bilhão, em 2020, chegando a bater 1,312 bilhão, ao final de 2021. Contudo, com a redução de outros débitos, sofre uma queda importante. Mesmo com o crescimento da dívida, o Atlético teve superávit no ano de 2021, chegando a 101 milhões.

O presidente do Atlético, Sérgio Coelho ressaltou a necessidade de o clube vender o Shopping Diamond Mall, onde o clube detém 49,9% do empreendimento. Os outros 50.1% foram vendidos a Multiplan e o dinheiro empregado na construção da Arena MRV.

Sérgio Coelho divulgou uma carta onde faz um balanço do ano de 2021. A venda do shopping seria exclusivamente para o pagamento de dívidas de curto prazo e mais caras, conforme explica o presidente no documento.

Confira a carta na íntegra.

 "Aos conselheiros (as), sócios (as), parceiros (as), torcedores(as) e demais interessados(as),

Quando iniciamos nosso mandato, em janeiro de 2021, tínhamos apenas uma certeza: a de que seria necessário muito trabalho para superar os desafios existentes, agravados pela pandemia da Covid-19. Seria preciso um “choque de gestão” para que conseguíssemos executar as ações propostas para os próximos seis anos, estabelecidas no planejamento estratégico realizado pela EY (uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo).

Mas “apenas” trabalho e gestão não seriam suficientes para nos tirar das dificuldades em que nos encontrávamos. Eram premissas indispensáveis, mas que a elas deveria se somar um importante aporte de caixa. Sem recursos, afinal, não teríamos sequer condições para iniciar a execução do planejamento, que estabelecia quatro pilares para se alcançar o sucesso:

1) Montar um time protagonista;

2) promover o equilíbrio financeiro;

3) dotar o Clube de infraestrutura moderna para o futebol (CT e estádio);

4) investir fortemente na base.

Não preciso dizer que isso somente foi possível graças ao inestimável apoio e participação dos chamados 4Rs: Rubens Menin, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador. Reunidas as condições, acreditávamos que, no médio-prazo, começaríamos a alcançar os resultados almejados. Não foi o que ocorreu. Em menos de um ano, começaram a aparecer as recompensas, notadamente dentro das quatro linhas.

No primeiro semestre, conquistamos o Campeonato Mineiro. Já na segunda metade do ano, veio o tão sonhado título do Campeonato Brasileiro, fomos campeões da Copa do Brasil e ainda chegamos à semifinal da Copa Libertadores da América, competição da qual saímos sem perder um jogo sequer. A temporada começou sem a presença da Massa nas arquibancadas, mas terminamos o ano com grandes festas no Mineirão e os maiores públicos do futebol brasileiro.

Em campo, montamos um time muito forte, que encheu a nossa torcida de orgulho e alegria, encantou o Brasil e ganhou quase tudo que disputou, inclusive estabelecendo vários recordes nas competições. As categorias de base iniciaram um processo de completa reformulação e cumprimos, rigorosamente, o cronograma da nossa Arena MRV, que já tem mais de 50% das obras concluídas e será a mais tecnológica e moderna da América Latina.

A Arena MRV levará o nosso Galo para uma nova era no futebol e nas finanças. Na área financeira, a propósito, conseguimos enormes avanços, notadamente no tocante ao pagamento de dívidas cruciais, como as da FIFA, as trabalhistas e com alguns credores. Também conseguimos ter um ano de superávit operacional, que só não se traduziu em lucro na última linha do balanço, em face do fardo da dívida que carregamos. Por essa razão, ainda há muito o que ser feito nesse campo.

Temos passivos onerosos gigantescos e que precisam ser atacados imediatamente. O caminho para isso já sabemos qual é: a alienação de parte pequena (e pouco relevante para o negócio do futebol) de nosso avantajado patrimônio. Tenho certeza de que, muito em breve, teremos aprovação para vender a quase metade que nos resta do shopping Diamond Mall. Afirmo isso porque sou sabedor do comprometimento e da responsabilidade que tem nosso Conselho Deliberativo.

Em tempo, ratifico o que espero já seja do conhecimento de todos: o dinheiro da venda do shopping será utilizado única e exclusivamente para quitação das dívidas mais caras e de curto-prazo e não - como se chegou a especular - para pagamento dos apoiadores financeiros. Nesse relatório, apresentamos nossa Demonstração Financeira referente a 2021, na certeza determos avançado significativamente, dentro e fora das quatro linhas, na direção de um futuro sustentável e ainda mais glorioso para o nosso Galo.

Por fim, aos que verdadeiramente amam esse Clube, peço que todos os tributos e reconhecimentos pelo que alcançamos até aqui sejam dirigidos à nossa torcida, a mais apaixonada - e apaixonante - do Brasil; e aos 4Rs, de quem recebi muito mais do que suporte financeiro, senão também apoio na gestão e nas horas difíceis.

Gratidão aos Rs: jogamos juntos! Valeu Massa: aqui é Galo!

Obrigado a todos, fiquem em paz. Fiquem com Deus.

Sérgio Coelho, Presidente do Galo"

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