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Imagem: Divulgação/Atlético

Sérgio Coelho relata incidentes na Argentina e pede juiz neutro no jogo de volta

O presidente do Atlético, Sérgio Coelho relatou uma série de incidentes na viagem da delegação atleticana para a Argentina, desde a chegada domingo à noite, até o embarque de volta para Belo Horizonte, na quarta-feira, bem como durante a partida contra o Boca Juniors

Por Vinícius Silveira

Nesta quinta-feira (15), o presidente do Atlético, Sérgio Coelho relatou uma série de incidentes na viagem da delegação atleticana para a Argentina, desde a chegada domingo à noite, até o embarque de volta para Belo Horizonte, na quarta-feira, bem como durante a partida contra o Boca Juniors, em La Bombonera, que terminou em 0 a 0.

Sérgio Coelho, que falou à TV Galo, falou sobre a chegada do time no aeroporto, em Buenos Aires.

Foi uma decepção total. Começando pela chegada, onde desembarcamos no aeroporto já era quase meia noite. Fizeram com que todos os membros da nossa delegação fossem testados para a Covid-19, sendo que todos nós havíamos testados ainda no domingo, no dia da viagem, todos com os testes negativos. Esperamos duas horas para sair o resultado, de madrugada, muito frio na Argentina, e fomos chegar ao hotel próximo de três horas da manhã”.

O presidente atleticano também detalhou a chegada da delegação no estádio, o que aconteceu durante e após a partida não somente com os jogadores, mas com a diretoria alvinegra no Estádio La Bombonera.

Não fomos recebidos conforme esperávamos e como é o de costume. A começar pela comissão técnica do Boca (Juniors), que pressionou, insistentemente, durante todo o jogo o nosso treinador, o Cuca, inclusive com ofensas morais. Eles fizeram pressão do começo ao final do jogo, também com a participação do treinador do Boca Juniors (Miguel Ángel Russo)”.

Nos (diretoria) colocaram em um canto do estádio com uma visibilidade horrível, sendo que todos os outros pontos do estádio estavam vazios, porque não tinha torcida. E nós ficamos lá ao Deus dará. Lamentavelmente, mais um episódio de uma má recepção. A diretoria estava saindo (após o jogo), andamos poucos metros e a segurança do Boca Juniors impediu que a gente prosseguisse. Ficamos 40 minutos em um corredor com uma corrente de vento, muito frio, sem podermos dar continuidade a nossa saída. Não entendemos o porque já que o estádio não tinha torcedores, e eles disseram que era por segurança. Não sei que tipo de segurança, a não ser que seria por causa da própria comissão técnica, dos membros do Boca (Juniors) em querer nos agredir. Não compreendi essa segurança”.

Sérgio Coelho comentou sobre o lance que gerou toda a polêmica do jogo, que é o gol anulado do Boca Juniors, e o que ocorreu após a partida com a repercussão da jogada na imprensa argentina.

O lance era para ser anulado sim. Todos podem comprovar vendo o tape. O jogador do Boca empurrou com as duas mãos o nosso defensor, o Nathan. É claro para todo mundo que ele foi empurrado, não tem o que discutir. Isso é um fato. Além de a decisão do juiz (Andrés Rojas) ter sido correta depois que ele viu o VAR, os árbitros do VAR também confirmaram que havia uma falta. Não tem dúvidas disso, inclusive com gravações que tem por aí da conversa deles. Não tem o que reclamar. Reclamar que anularam um gol que tinha que ser anulado, não tem o que reclamar, no meu ponto de vista”.

Acordei próximo de seis horas da manhã e liguei a televisão. Até quando saímos do hotel, a mídia só noticiava este lance com nítida intenção de pressionar a Conmebol. Nós não vamos aceitar pressão”.

Sérgio Coelho também trouxe a tona novos incidentes no aeroporto argentino quando a delegação pegaria o vôo com destino à Belo Horizonte.

Nós chegamos ao aeroporto, fomos para a sala de embarque internacional, e ficamos parados esperando por um bom tempo. Depois veio à notícia que não era naquele lugar. Entramos todos no ônibus novamente, viajamos mais uns dez minutos para um outro embarque. Nos deixaram dentro do ônibus uma meia hora esperando para depois liberarem o nosso embarque. Certamente ficamos umas duas horas nesse vai e vem para embarcar”.

Por fim, Sérgio Coelho disse o que espera da partida de volta contra o Boca Juniors, e cobrou da Conmebol uma arbitragem neutra para o jogo.

Quero dizer duas coisas: primeiro quero dizer que eles (delegação do Boca Juniors) serão recepcionados da mesma forma que eles nos receberam. Exatamente igual. E segundo, acreditamos na Conmebol, na isenção da entidade, e pedimos aqui, publicamente, que eles indiquem um árbitro de primeira linha. O árbitro que vem apitar sem ter o peso da pressão que vem sendo feita. Esperamos um árbitro neutro, que venha e faça seu trabalho honestamente e corretamente. É o que a gente espera e publicamente pedimos à Conmebol”.

Atlético e Boca Juniors irão se enfrentar na terça-feira (20), às 19h15, no Mineirão. Quem vencer levar a vaga. Em caso de novo empate sem gols, a definição será na disputa por pênaltis. Placar de igualdade com gols, dará a classificação ao time Xeneize.

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