Carregando...

Cruzeiro

Imagem: Cruzeiro Esporte Clube

Análise do Adversário: como joga o Coritiba?

Conheça um pouco mais sobre os comportamentos táticos do time parananese

Esporte

Leo Gomide

Réporter Esportivo


Olá!

Primeiramente, é um prazer tê-lo nesta publicação inicial no site da rádio 98FM.

O intuito é utilizar este espaço para trazer algumas análises sobre o futebol e tudo que o cerca.

Seja bem-vindo!

Logo mais, às 19h, no Mineirão, Cruzeiro e Coritiba se enfrentam pela 10a rodada da Série B. Times que chegam em momentos distintos para o duelo: enquanto o Cruzeiro oscila na competição, sem ter alcançado duas vitórias consecutivas nos nove jogos disputados anteriormente, o Coxa vem embalado por cinco vitórias seguidas, sendo três delas fora de casa (Vila Nova, Guarani e Confiança). Sequência que o coloca momentaneamente no G4 do campeonato. Será a primeira vez que o Cruzeiro entrará em campo diante de um time que figura no grupo dos quatro melhores. 

Conheça mais sobre o Coritiba:

A consistência defensiva é a grande marca do time dirigido pelo paraguaio Gustavo Morínigo. Em nove partidas a equipe foi vazada apenas quatro vezes; a segunda melhor defesa da competição até o momento.

E tais números não são por acaso. Uma das virtudes do clube parananese é a boa coordenação para manter o time compacto no momento defensivo. É raro o Coritiba ceder espaço entre os setores ou linhas de marcação. Adepto a uma marcação em bloco médio, ou muitas vezes baixo, se defendendo próximo à própria área, o Coritiba diminui o que se chama de "Espaço Efetivo de Jogo".

Busca condicionar o adversário para o lado do campo, e poder pressionar nesta zona, fechando a linha de passe dos zagueiros ou laterais para os volantes com os dois primeiros jogadores de marcação.

Seria como os dois primeiros jogadores de marcação do Coxa, Léo Gamalho e Robinho (Rafinha), impedissem a todo momento os zagueiros do Cruzeiro encontrarem possibilidade de passe para Rômulo ou Adriano (Nonoca) e o forçassem a ter somente linha de passe para Norberto ou Felipe Augusto, e quando a bola entrar nesta zona lateral poder pressionar para recuperar a posse.

Caso o adversário progrida no campo, estes dois primeiros marcadores buscam inibir um passe de retorno para os volantes, ou estimulam para que isso aconteça para que ocorra a recuperação da bola e de imediato um passe para frente buscando explorar a velocidade dos jogadores do lado de compo ou do meia Rafinha.

Os números corroboram com o ótimo momento defensivo que apresenta o Coritiba na Série B. O time de Morínigo é o terceiro na competição em que o adversário precisa de um alto valor na métrica de Expectativa de Gol (xGAPG) para ser vazado: 2.4

O que isto representa? O adversário do Coritiba precisa produzir um elevado número de chances/chutes para que o goleiro Wilson seja vazado.

Para se ter uma ideia, o Cruzeiro precisa de Expectativa de Gol (xGAPG) 0.62 para sofrer um gol. É a pior média da Série B ao lado do Operário-PR.

Como ataca o Coxa?

O Coritiba se estrutura em um 2 (zagueiros) + 4 (laterais em amplitude e dois volantes por dentro) para iniciar a construção das jogadas desde o campo de defesa. A ideia é atrair o adversário para o próprio campo, mas não para uma saída limpa trocando passes desde o campo defensivo, sim para, na maioria das vezes, usar do passe longo para um ataque direto. Bola direcionada para o centroavante Léo Gamalho, especialmente. Ganhar a segunda bola e dar sequência no processo ofensivo.Mas seja em organização ofensiva, ou recuperando a bola em bloco médio ou baixo ao se defender, o Coxa visa levar a bola para o lado do campo, muitas vezes com o apoio simultâneo dos laterais para buscar a finalização das jogadas via cruzamento, muitos deles na 2a trave (lado oposto). Busca preencher a área com 3 atacantes, ou 2 atacantes mais um meio-campista que infiltra na área. Foi assim que anotou gols contra Londrina, Vila Nova, Vitória, Guarani, Confiança e Remo. Dos 4 gols anotados por Léo Gamalho, 3 aconteceram via cruzamento para o centroavante se posicionando na segunda trave.

Caso tenha uma posse de bola mais longa, um outro comportamento é buscar alternar o corredor de ataque para balançar o bloco defensivo adversário e novamente buscar um cruzamento para uma definição no lado oposto.


* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
Enquete

Carregando...

Colunistas

Carregando...

Podcasts

Carregando...

Saiba mais