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Cruzeiro

Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Cruzeiro sofre com a sua própria falta de planejamento

Chegadas e saídas no clube só demonstram a falta de convicção da atual diretoria da Raposa

Esporte

Leandro Cabido

Comentarista Esportivo


O mês é julho e o Cruzeiro continua cometendo os mesmos erros que culminaram na sua manutenção na Série B do Campeonato Brasileiro. Falhas no planejamento, falta de confiança e desrespeito à filosofia de trabalho estão sendo cruciais para quem busca um lugar ao sol após - e durante - tantos problemas. 

Técnicos e diretores chegam e se despedem sem ao menos demonstrarem alguma convicção ao torcedor, o mais punido em meio ao trágico momento do clube. Enquanto isso, o tempo passa e a capacidade de reação também. Nem preciso citar a quantidade de profissionais que estiveram por Belo Horizonte na temporada 2020

Com a contratação de Felipe Conceição, os homens do futebol da Raposa se fecharam com o treinador, principalmente nos reforços. André Mazzuco, com aval do técnico, foi o responsável por montar o time que foi eliminado pelo América na semifinal do Campeonato Mineiro.

Alguns nomes simplesmente não vingaram, assim como o futebol medonho da equipe no início da segunda divisão nacional. Inclusive, Conceição, que deixou o clube há poucas semanas, é o novo comandante do Remo e enfrentará os celestes em menos de um mês. 

A chegada de Mozart apenas mostrou a inconsistência de trabalho dos homens à frente do comando do futebol celeste. Além de herdar as escolhas do antigo comandante, é inexperiente e tem em mãos mais um novo pacotão de jogadores para tentar fazer o time engrenar. Uma das questões óbvias é que seu jeito de trabalhar é completamente diferente daquele que fez a montagem do plantel, e isso pode ser um dos fatores punitivos em meio ao caos instalado no Barro Preto.

Contratar faz parte do negócio. O mercado de transferências é o que faz o futebol girar. O problema na Toca da Raposa é que as movimentações são feitas às pressas e sem o menor estudo e precaução. Falha básica para quem não tem poder de investimento e margem para o erro. 

Com o novo diretor, Rodrigo Pastana, contratações foram feitas até o dia que a Fifa anunciou o Transfer Ban ao clube. Durante a semana, sete novos jogadores desembarcaram em Confins, com toda possibilidade de nada dar certo em razão dos fatores aqui descritos.

Além da crise financeira ser absurda, a incapacidade da atual gestão entender o mínimo é assustadora. A ausência de dinheiro é gravíssima, porém, não ter planejamento preocupa. Falta ao Cruzeiro alguém capaz de gerir o clube na atual circunstância.

E para agravar, ao que parece, a Raposa deu um all-in com as cartas que tinha em mãos. Se serão suficientes, saberemos apenas no fim da temporada.


* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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