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Cruzeiro

Imagem: Igor Salles/Cruzeiro

Em confronto duro contra o Coritiba, fica difícil apostar em um Cruzeiro que não engrena

Equipe celeste tem compromisso complicado contra o vice-líder da Série B

Esporte

Lohanna Lima

Réporter Esportiva


O torcedor mais apaixonado fica chateado com algumas colocações consideradas ‘duras ou pessimistas demais’ sobre o time do Cruzeiro e eu entendo a frustração. Para muitos seria um alento ligar o rádio ou a TV e ouvir algo positivo sobre a equipe - mesmo que minimamente – uma vez que o filme da Série B passada vem se repetindo na atual temporada: o Cruzeiro não engrena neste início de competição e, se continuar assim, o final poderá ser tão melancólico e frustrante quanto o da temporada passada. É por isso que o alerta está sempre ligado, com pouca coisa a se comemorar a cada jogo. 

Passadas nove rodadas da Série B, o Cruzeiro vive o mesmo drama do ano passado. Não consegue uma sequência de vitórias que faça com que o time possa usar da confiança para tentar se sobressair diante dos adversários quando a coisa apertar. É difícil, inclusive, colocar o Cruzeiro como favorito contra vários times que fazem campanhas similares ou piores que a da Raposa no torneio. Contra o Coritiba, vice-líder da competição, então, nem se fala. Quem aí apostaria com afinco em um resultado positivo para o time do Mozart, nesta terça-feira, no Mineirão? Eu não aposto. 

Falando em Mozart, é óbvio que todo início de trabalho requer tempo e repetições para que os resultados possam aparecer. No entanto, é difícil usar dessas duas palavras dentro de um ambiente de extrema pressão como é o do Cruzeiro atual. O fantasma da campanha frustrante do ano passado perseguirá a equipe a cada rodada e só uma sequência positiva será capaz de amenizar as coisas para o time e para o treinador, que, a partir disso, terá um pouco mais de tranquilidade para implementar suas ideias e conceitos.

Mozart abraçou jogadores que antes não serviam, reintegrou outros que estavam fora dos planos, mas demonstra uma enorme dificuldade de encontrar um time ideal, em meio a um elenco inchado, com diversos jogadores para um mesmo setor. É até algo estranho de se falar tratando-se de clube que deveria agir de forma cautelosa e certeira no mercado devido às questões financeiras que atravessa - o que claramente não ocorreu.

Vencer o Coritiba dará ao Cruzeiro mais uma chance de arrancar no campeonato. Assim como aconteceu quando triunfou contra o Vasco, mas não conseguiu o mesmo contra Guarani e o modesto Brasil de Pelotas. Um adversário difícil, tradicional, que conta com o ‘carrasco’ Léo Gamalho em ótima fase. Tarefa dificílima, mas, que se cumprida, volta sim a dar um pouco de esperança de que uma hora esse time pode se acertar de vez





* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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