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Imagem: Divulgação/Cruzeiro

Justiça acata pedido de recuperação judicial do Cruzeiro

O pedido foi deferido na manhã desta quarta-feira.


Por Guilherme Souza

A Justiça acatou o pedido de recuperação judicial do Cruzeiro. A decisão foi publicada na manhã desta quarta-feira (13), na Primeira Vara Empresarial da capital mineira. A decisão foi deferida pelo juiz Adilon Cláver de Resende.

Na decisão, Adilon nomeou os administradores judiciais que vão acompanhar a recuperação do Cruzeiro.

“Nomeio como Administradoras Judiciais para atuação em conjunto e coordenada, as pessoas jurídicas a seguir nominadas: 31.1.a) ACERBI CAMPAGNARO COLNAGO CABRAL SOCIEDADE DE ADVOGADOS (...),representada pela advogada Taciani Acerbi Campagnaro Colnago Cabra”, detalhou.

Além da CREDIBILITA ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL E SERVIÇOS LTDA. – ME, representada pelo advogado, Alexandre Correa Nasser de Melo.  

Foi determinada a suspensão de qualquer ação ou execução contra bens do Cruzeiro por um prazo de 180 dias.

Será cobrado 4% como honorários pelo trabalho. Este valor será estipulado sobre o valor passivo do Cruzeiro.

Em até dez dias, o Cruzeiro precisará criar funcionalidades próprias em seus sistemas informatizados de acesso público com a informação de sua submissão ao processo de Recuperação Judicial.

Diante da recuperação judicial, o juiz fez uma observação sobre o momento atravessado pelo clube celeste e destacou que a situação pode ser passageira.

“Observo, também, que os documentos trazidos ao processo, ao demonstrarem objetivamente a situação patrimonial da autora, denotam, à primeira vista, ser passageiro o estado de crise econômico-financeira pelo qual atravessa e também retratam perspectiva viável de seu soerguimento. Impende registrar que é de conhecimento público a situação econômica instável pela qual vem passando há tempos. Porém, da mesma forma, também não há como desprezar a sua história já construída e os milhões de torcedores que cativou ao longo de sua existência, o que pode ser considerado talvez o seu maior patrimônio e um ativo financeiro fundamental a ser devidamente explorado para se manter em atividade. No entanto, o caminho a ser percorrido por este processo indicará, ou não, o acerto da vinda em Juízo da centenária instituição em busca do seu reequilíbrio financeiro, o que o tempo dirá”, disse.

 

 

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