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Imagem: Reprodução/98 Live

"Não queremos colocar faca no pescoço do conselho", diz Gabriel Lima, líder da transição da SAF

Em entrevista exclusiva ao 98 Esportes, o líder de Ronaldo falou sobre o futuro do clube celeste na SAF.


Por Guilherme Souza

A novela da venda da SAF do Cruzeiro ganhou mais um capítulo, nesta sexta-feira (18). O 98 Esportes recebeu Gabriel Lima, líder da transição e homem de confiança de Ronaldo Fenômeno no projeto de aquisição de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol no clube celeste.

Em fala ao programa, Gabriel chamou de “ilegalidade” a divulgação dos detalhes do acordo por parte da Mesa Diretora do Conselho Deliberativo do Cruzeiro.

“A gente recebeu com profunda tristeza. A gente tem feito um negócio muito sério, muito profissional. Existe cláusula de confidencialidade. Foi cometida uma ilegalidade. Você tornar público itens de um acordo que prevê uma confidencialidade, é uma ilegalidade”, ressaltou Gabriel.

Entretanto, Gabriel rechaçou qualquer pensamento do Fenômeno, no que diz respeito à desistência da compra do clube celeste.

“Não existe outro caminho para o Cruzeiro. Obviamente, o conselho é soberano, vai saber tomar as melhores decisões. Se eles entendem que esse caminho é o único do Cruzeiro, vai caber a gente acatar o que o conselho falou. Se eles derem uma negativa, a gente vai ter que conversar internamente e tomar uma decisão. A gente não quer utilizar: ‘Olha, se não for dessa forma, a gente vai sair, o Ronaldo vai embora!’. A gente não quer, de forma nenhuma, colocar uma faca no pescoço do conselho. A gente quer, através de conversa, de explicação, mostrar que o caminho é o único caminho possível. A situação do Cruzeiro é extremamente delicada, é muito séria, e tem que ser encarada desta maneira”, destacou.

Sobre a possibilidade de Ronaldo conceder novos percentuais, Gabriel foi enfático.  

“Não. Não existe nenhuma possibilidade de ter concessão em relação aos percentuais que foram negociados lá atrás. A gente entende que dentro desse processo de 120 dias, já foram feitas concessões, muitas concessões. Só para dar um exemplo, não estava previsto nenhum tipo de aporte antes da assinatura do contrato. E foi feito aporte antes da assinatura do contrato para resolver problemas de fluxo de caixa do Cruzeiro”, garantiu Lima.  

De acordo com o apurado pela Rede 98, o capital social do Cruzeiro é de R$ 22 milhões e 920 mil. A composição se aplica da seguinte maneira: R$ 9,47 mil em dinheiro e R$ 22,9 milhões em direitos federativos de jogadores (valor contábil).


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