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Cruzeiro

Imagem: Divulgação/Cruzeiro

O Cruzeiro tem um plano: ganhar o próximo jogo

Vanderlei Luxemburgo é o sexto técnico da atual gestão e deixa claro que o Cruzeiro hoje é um clube a mercê da própria sorte no futebol

Esporte

Vinícius Grissi

Comentarista Esportivo


Seis técnicos em pouco mais de um ano de gestão e Vanderlei Luxemburgo chega ao Cruzeiro com a expectativa que o futuro possa repetir o passado. Os mesmos erros de 2020 foram cometidos novamente e um experiente treinador volta com a missão de salvar o clube do rebaixamento a exemplo do que aconteceu com Felipão na última temporada. As promessas também são parecidas: apoio do mecenas para pagamentos em dia dos salários do elenco, reestruturação do departamento de futebol e projeto de longo prazo. Será que agora vai?

Ainda que o trabalho de Mozart tenha sido muito ruim (provavelmente o pior entre os técnicos que comandaram o clube na Série B), as opções do passado e do presente deixam claro que o treinador é o menor dos culpados por mais um ano afundado na parte de baixo da tabela. O Cruzeiro claramente nunca teve um plano para o futebol. Desde o rebaixamento teve no máximo um rascunho, rasgado e jogado fora na primeira sequência de resultados ruins.

Quando você troca de técnicos e diretores de futebol a cada três meses (ou menos), partindo para perfis completamente antagônicos a cada mudança, como tem feito o Cruzeiro, você deixa claro que o seu plano é um só: ganhar o próximo jogo. Se o objetivo for alcançado um novo plano é traçado: vencer a partida seguinte. E assim sucessivamente. Vanderlei Luxemburgo me parece uma escolha correta pelo momento e as opções viáveis nessa altura do campeonato mas se conseguir atingir os objetivos do clube nos próximos meses será mais um golpe de sorte do que de competência. Hoje, o time celeste parece entregue à própria sorte. Se funcionar, bem. Se não, muda-se tudo novamente.

Para sair de verdade da crise vai precisar de mais. Vencer e perder jogos faz parte do esporte. Quando falamos de futebol ainda mais. Olhar para o presente é fundamental para evitar o rebaixamento para a Série C e estancar mais esta sangria. Mas se não começar a olhar além dos próximos jogos, a história vai se repetir no ano que vem.

Assim como Felipão, Luxemburgo parece um bom técnico para dar o primeiro passo (deixar a zona do rebaixamento). Assim como Felipão, Luxemburgo não demonstrou nos últimos trabalhos o suficiente para dar razões para o torcedor acreditar que ele possa dar o segundo passo. O Cruzeiro precisa ter um elenco barato e enxuto, espaço para desenvolver atletas jovens que possam gerar receita e evitar o entra e sai de jogadores que oneram e não resolvem. Um plano que possa ser seguido.

Hoje, o plano é um só: vencer o Brusque, sábado, às 11 da manhã.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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