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Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

A Série A em números: uma Análise do Entorno Competitivo

Com o final do primeiro turno, métricas justificam o desempenho dos clubes entre o primeiro terço e a metade competição

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Leo Gomide

Réporter Esportivo


O segundo turno do Campeonato Brasileiro teve início neste final de semana, porém, sem que todos os clubes tenham realmente completado as 19 partidas que compreendem a primeira metade da competição.

Devido a convocação de atletas de times brasileiros para servirem a seleção, alguns clubes aguardam a remarcação de datas por parte da CBF para entrarem em campo pela 19a rodada.

Dias atrás, neste mesmo espaço, trouxemos uma análise do entorno competitivo da Série B (https://www.canva.com/design/DAEoH8uyGHc/kbAcR-4dygyZrt73A9_bwQ/view#2 e https://98live.com.br/esporte/esporte/a-serie-b-em-numeros-uma-analise-do-entorno-competitivo). Agora, o objeto de estudo é o Brasileirão 2021.

Traçando um comparativo entre os números das equipes no primeiro terço do Brasileiro e ao final do primeiro turno, as métricas nos auxiliam, direcionam e justificam melhoras e quedas de desempenho, portanto, refletindo nos resultados e diretamente na tabela de classificação.

Para a análise do entorno competitivo, os dados foram coletados através da plataforma Instat Footaball. Nesta primeira parte uma análise macro, considerando as estatísiticas e métricas coletivas.

Contexto Situacional

Com um terço da Série A disputada, o G4 do campeonato era composto por Palmeiras, Atlético, Fortaleza e Red Bull Bragantino. São Paulo, América, Grêmio e Chapecoense figuravam na zona de rebaixamento.

Ao final do primeiro turno, Atlético e Palmeiras inverteram posições, com Fortaleza e Red Bull se mantendo entre os quatro melhores. Na disputa contra o rebaixamento, o São Paulo empurrou o Sport para o grupo de descenso, com o time pernambucano se juntando a América, Grêmio e Chapecoense.

Além desta troca na liderança do campeonato, a análise do entorno competitivo visa entender através das métricas, não só a mudança na primeira colocação, como também em outras posições na tabela.

Pontos e Expectativa de Pontos


Até a 13a rodada, o Palmeiras era o time que apresentava a maior valoração de pontos do Brasileiro. O time paulista havia somado 16 pontos a mais do que a métrica xP (Expectativa de Pontos) apontava.

Recapitulando do texto anterior: a métrica Expectativa de Pontos, resumidamente, é calculada de acordo com o respectivo desempenho ofensivo e defensivo dos clubes. Cálculo este proveniente da combinação de outros dados coletados durante os jogos.

Portanto, a valoração de pontos é o resultado da subtração dos pontos que cada time realmente somou na competição menos o que a métrica Expectativa de Pontos apresenta para cada um (P-xP).

Abaixo do Palmeiras, Atlético e Athletico Paranaense apareciam com a segunda maior valoração: +10.

Na sequência, com valoração de 6 pontos a mais que o esperado, Fortaleza e Red Bull Bragantino.

Entre eles, o Atlético Goianiense aparecia com 7 pontos a mais em relação ao que a métrica xP apontava para o time do Centro-Oeste naquele momento da competição.

Dos seis times com maior valoração positiva, cinco ocupavam as primeiras colocações no campeonato. 

Já os quatro clubes que figuravam na zona de rebaixamento apresentavam valoração negativa: São Paulo (dois pontos a menos que o esperado), América (quatro pontos a menos que o esperado), Grêmio (seis pontos a menos que o esperado) e Chapecoense (cinco pontos a menos que o esperado). 

No encerramento do primeiro turno houve a alternância no primeiro lugar da Série A. E apenas uma mudança entre os quatro últimos colocados. E como poderíamos justificar tais diferenças na tabela através das métricas?

Observamos que no primeiro terço competitivo o Palmeiras era o time com o segundo maior número de gols marcados acima do que a métrica xG (Expectativa de Gol) indicava: já havia anotado 25 gols no campeonato quando esperava-se ter feito 19.

Além da segunda maior valoração de gols a favor, o Palmeiras ainda apresentava uma valoração negativa de gols sofridos. Subtraindo o número de gols contra menos a métrica xGA (Expectativa de Gol Contra), o Palmeiras tinha saldo de -7. Ou seja, 7 gols a menos do que a métrica sinalizava. O melhor saldo entre os 20 clubes naquele momento. Justificando, portanto, a valoração positiva de pontos de +16, e a liderança da Série A após 13 rodadas.

Para atingir a valoração positiva de pontos +10 (10 pontos a mais na tabela do que a métrica xP indicava o time ter somado), o Atlético apresentava a quinta melhor valoração de gols marcados: +3. E ainda a quarta melhor valoração de gols contra: quando a métrica xGA indicava o Atlético já ter sofrido 14 gols dos adversário, na verdade, a equipe havia sido vazada em 10 oportunidades. 

A terceira colocação na tabela do Fortaleza também justificável pelas valorações de gols feitos e sofridos. Depois de 13 jogos o time cearense figurava com 2 gols a mais do que a xG (Expectativa de Gol) apontava. E quatro gols a menos do que a métrica xGA (Expectativa de Gol Contra) projetava para a equipe. Consequentemente, valoração positiva de pontos em +6.

Quarto colocado, o Red Bull Bragantino teve nos números ofensivos a justificativa para somar 6 pontos a mais na tabela do que a xP (Expectativa de Pontos) calculava para o time paulista. Até a 13a rodada eram 5 gols a mais do que a xG (Expectativa de Gol) indicava. Enquanto na análise defensiva, havia sofrido um gol a mais do que a xGA apontava.

A maior valoração de gols pertencia ao Athletico Paranaense (+8). Justificando a valoração de pontos +10. 

Na parte de baixo da tabela, o Sâo Paulo abria a zona de rebaixamento. Com valoração negativa de pontos, 2 a menos que o esperado, o clube paulista teve especialmente na ineficácia ofensiva a justificativa para ocupar tal colocação: enquanto a xG (Expectativa de Gol) era de 13 gols após 13 jogos, o time havia marcado 9. Enquanto na métrica defensiva, um gol a mais do que esperava-se ter sofrido.

Com a terceira pior valoração de pontos (-4), o América havia anotado 5 gols a menos do que a xG (Expectativa de Gol) calculava. Defensivamente eram 3 gols acima da xGA (Expectativa de Gol Contra).

Até a 13a rodada a pior valoração de pontos era do Grêmio: -6 (6 pontos a menos na tabela do que a xP apresentava). Apesar de ter sofrido um gol a menos que o esperado no primeiro terço competitivo do campeonato, o clube gaúcho também ostentava a maior ineficácia ofensiva, com 7 gols a menos que a xG (Expectativa de Gol): havia marcado 6 gols quando esperava-se já ter balançado as redes em 13 oportunidades. 

Última colocada, a Chapecoense aparecia com a segunda pior valoração de pontos: -5. Eram quatro gols abaixo da métrica xG (Expectativa de Gol) e dois gols acima da xGA (sofrera 24 gols quando esperava-se ter sido vazada 22 vezes).

Atlético e Palmeiras seguiram como os dois primeiros colocados com metade da Série A disputada, mas com posições invertidas. E a presença do time mineiro na liderança pode ser justificada pela métrica xGA (Expectativa de Gol Contra) e uma queda de eficácia ofensiva da equipe paulista.

Ambos fecharam o turno com as maiores valorações positivas de pontos, +11.

A valoração positiva de gols dos dois times apresentaram queda: o Palmeiras caiu de +6 para +2, já a do Atlético de +3 para +2.

Quanto a valoração de gols sofridos, o Palmeiras saiu de -7 para -5. Ainda melhor que a do Atlético, que se manteve em -4.

Então, por que justificar a mudança do líder pela métrica xGA? Veremos na sequência.

O Fortaleza manteve a terceira colocação entre o primeiro terço competitivo e o final do turno, mas apresentou uma queda na valoração positiva de pontos de +6 para +4. Justificado por uma perda de eficácia ofensiva: enquanto fechou o primeiro terço da Série A com valoração positiva de gols de +2, ao final do turno a valoração passou a -1. Porém, a qualidade das chances de gol criadas pelo time cearense segue como uma das melhores da competição, o que indica a possibilidade de se manter bem colocado na tabela. Mas para isso também precisará de uma atenção ao desempenho defensivo, para voltar a figurar abaixo da média do campeonato em xGA (Expectativa de Gol Contra), como destacaremos adiante

O Red Bull encerra o turno sustentando a quarta posição muito pela melhora na valoração de pontos, subindo de 6 pontos a mais que a xP (Expectativa de Pontos) para +10 a mais que a xP. Justificado pelo aumento da valoração de gols marcados: de +5 para +8, a maior valoração do primeiro turno. Além de baixar a valoração de gols sofridos de +1 para -1.

Mas, como veremos adiante, o time de Bragança, apesar de apresentar a melhor porcentagem de conversão das chances em gol ao final do turno, teve uma queda na qualidade das chances criadas, o que a longo prazo pode dificultar a manutenção da posição.

Deixar a zona de rebaixamento e finalizar o turno algumas posições acima pode ser justificada pela melhora do São Paulo na parte defensiva. A valoração de pontos saiu de um saldo negativo de -2 para positivar em +1. Se ao final do primeiro terço a valoração de gols sofridos era de 1, fechou a metade do campeonato com -1. E, como veremos a seguir, passou a conceder menos chances aos rivais, tanto quantitativa, como qualitativamente.

E nem mesmo se manter com valoração positiva de pontos em + 1 foi suficiente para o Sport não substituir o São Paulo na zona de rebaixamento. Apesar dos 11 gols sofridos a menos que a métrica xGA (Expectativa de Gol Contra) calcula para os pernambucanos, a piora na valoração de gols marcados justificou a entrada na ZR. É o time do campeonato que está mais distante em gols feitos com relação ao indicado pela xG (Expectativa de Gol), -10. Consequentemente, está entre os times do campeonato que mais empata.

Apesar de baixar a valoração de gols sofridos, de +3 para +1, se aproximando do número que a xGA (Expectativa de Gol Contra) indica, o América termina o primeiro turno na zona de rebaixamento. O time mineiro conseguiu reduzir o número de chances concedidas aos rivais, assim como, a qualidade destas oportunidades.

Porém, apesar de ter aumentado a qualidade das chances de gol que criou, ainda falta eficácia ao América para transformar o cálculo da xG (Expectativa de Gol) realmente em gols pró. A valoração de gols marcados foi de -5 para -8, impactando na valoração de pontos, que saiu de -4 para -7.

Chama a atenção o desempenho do Grêmio, o único time que em todas as valorações se manteve exatamente igual comparando o primeiro terço do Brasileirão e o fim do primeiro turno. Além de ter anotado sete gols a menos que a xG calcula para os gaúchos, a qualidade e volume das chances criadas pode ser um complicador para fugir do rebaixamento. 

Fechando a zona de rebaixamento, a Chapecoense, mesmo com uma melhora na valoração de gols sofridos, pulando de +2 para -2, tem na piora do número ofensivo a justificativa para não ter vencido na competição e figurar na lanterna. No final do turno já eram 8 gols a menos que a xG sinaliza para o time catarinense, o dobro da valoração negativa do primeiro terço do campeonato.

Bahia, Athletico Paranaense, Ceará e Santos apresentaram queda na tabela ao analisarmos o entorno do primeiro terço do campeonato para o final do turno. Ceará impactado por uma ligeira menor eficácia no aspecto ofensivo, mas sinalizando queda na probabilidade de um chute se tornar gol.

O Athletico, que ostentava a melhor porcentagem de conversão das chances em gol, viu este número regredir, além de permanecer abaixo da média do campeonato na métrica xG (Expectativa de Gol). O volume de chutes do time paranaense não sinalizou uma melhora qualitativa destes arremates, sendo o reflexo disso a diminuição da eficácia dos jogadores para converter as oportunidades em gol.

Santos por queda ofensiva e defensiva. E o Bahia por questão defensiva.

O Corinthians foi quem registrou o maior salto na tabela ao analisarmos o entorno. A valoração de pontos pulou de -1 para +6, a mais impactante comparando os dois períodos analisados. Justificado por um aumento na eficácia ofensiva: o time paulista igualou o número de gols exatamente dentro do cálculo da xG (Expectaiva de Gol). Mas, segue com a necessidade de aumentar a qualidade das chances de finalização.

xGA (Expectativa de Gol Contra) - Entradas do Rival Dentro da Própria Área - Passes do Rival Dentro da Área e para Finalização - Chances do Rival

Acima comentamos que a métrica xGA poderia justificar a troca na liderança do Brasileirão. Ao analisarmos os gráficos do primeiro terço competitivo e ao final do primeiro turno, observamos que o Atlético demonstrou uma queda na Expectativa de Gol Contra, caindo para abaixo da média da competição.

A métrica xG (Expectativa de Gol) visa medir e atribuir um valor qualitativo da finalização que um jogador executa em busca do gol. Dentro de um ambiente imprevisível como é um jogo de futebol, diversos eventos podem acontecer antes de um chute. Portanto, a métrica é calculada de acordo com os eventos que ANTECEDEM o arremate:  é considerado ângulo do chute, distância, quantos e onde se encontram os defensores adversários, se foi um chute com o pé dominante ou não do atleta, de cabeça, tipo de assistência, bola parada ou não, jogada individual ou não, enfim, diversas variáveis. É uma mensuração da probabilidade da bola entrar no gol, atribuindo um valor para a xG entre 0 e 1.

Assim, o valor que cada time acumula da xG (a favor ou contra), acima ou abaixo da média do campeonato, pode ser analisada e nos trazer um indicativo da qualidade dos chutes criados por cada clube na tentativa de anotar um gol. Um time pode acumular um número elevado de chutes, porém, em condições desfavoráveis ou improváveis de gol, consequentemente, apesar de finalizar muito, terá uma xG baixa. Ou vice-versa, finalizar pouco mas com chutes de maior probabilidade da bola entrar, totalizando uma xG alta. Porém, o futebol é um jogo humano e imprevisível, as métricas e a combinação das mesmas nos direcionam e auxiliam para uma análise do desempenho dos times. Especialmente os dados que trazem um valor qualitativo da ação do jogador em campo, como é a xG. 

Portanto, quando olhamos para os gráficos do primeiro terço da Série A e no final do primeiro turno, vemos o Palmeiras posicionado acima da média na xGA (Expectativa de Gol Contra) em ambos. Ao contrário do Atlético, abaixo da média nos dois períodos analisados.

Ou seja, no primeiro terço competitivo o Palmeiras obteve uma valoração de gols contra de -7, mas a qualidade das finalizações dos adversários já gerava um valor absoluto para a xGA acima da média do campeonato. Do primeiro terço da Série para o final do primeiro turno o time paulista foi mais vazado e a valoração subiu para -5, pois o sucesso dos adversários para converter as oportunidades em gol aumentou, já que os chutes qualitativamente seguiram acontecendo acima da média do campeonato. Por mais que o Palmeiras tenha apresentado uma regressão no gráfico de passes para finalização, e não tenha apresentado um aumento de entradas do adversário na própria área. O que sugere conceder oportunidades qualitativamente superiores em contra-ataques rivais e/ou bola parada.


Já o Atlético apresentou uma queda no número de chances concedidas aos rivais, assim como, se manteve abaixo da média na xGA (Expectativa de Gol Contra). Decréscimo pela diminuição de entradas na área feitas pelo adversário, consequentemente, recebendo finalizações dos rivais em situações qualitativamente inferiores comparado ao Palmeiras.

Na disputa pelo G4, observa-se o Fortaleza de deslocando para acima da média na métrica xGA (Expectativa de Gol Contra), porém, sem ter um aumento do número de entradas do rival no último terço do campo, na própria área, ou nos passes para dentro da própria área. O que sugere, assim como o Palmeiras, sofrer finalizações qualitativamente melhores em situações de contra atraque e/ou bola parada dos adversários.

Anteriormente havíamos dito que o Santos apresentou uma piora nos números defensivos. Pelos gráficos observamos que comparado os dois momentos de análise do entorno, os santistas apresentaram um maior número de entradas do rival na própria área e no volume de chances criadas, o que ocasionou um acréscimo no número de chutes que o rival acertou a meta. Além disso, chutes qualitativamente melhores, já que o Santos passou a se situar acima da média do campeonato na xGA (Expectativa de Gol Contra). Tendência que caso persista pode dificultar subir posições na tabela. 

Na luta contra o rebaixamento, o gráfico apresenta uma regressão do América para figurar abaixo da média em entradas do adversário no último terço do campo e dentro da área. Desta forma, o time mineiro também provocou uma diminuição do número de passes do rival dentro da própria área, passes para finalização efetuados pelos adversários, e o sucesso das chances de gol dos oponentes, se mantendo abaixo da média na xGA (Expectativa de Gol Contra). O que justifica o América ter melhorado a valoração de gols sofridos de +3 para +1, praticamente dentro do que a métrica indica.

Desde o primeiro terço competitivo o São Paulo se situava abaixo da média em entradas do rival no último terço e dentro da área. Contudo, figurava acima da média em chances de gol do rival e sucesso nestas oportunidades. Um indicativo de que a vulnerabilidade do time estava nos contra-ataques e/ou bolas paradas do adversário. As regressões nos gráficos vai ao encontro de uma melhora na valoração de gols contra apresentada ao final do turno.

xG (Expectativa de Gol) - Entradas Dentro da Área Adversária - Passes Dentro da Área e para Finalização -   Chances de Gol

Se na disputa pela liderança o Atlético sinalizou uma melhora na métrica defensiva comparando os dois períodos analisados, o Palmeiras segue com superioridade na análise do entorno ofensivamente. 

Pelo gráfico observamos que o Atlético passou a posicionar acima da média tanto em entradas no último terço do campo, como na área adversária, somente no final do turno. Ao contrário do Palmeiras, que ainda está acima, mas apresentou uma ligeira queda. 

Apesar de um aumento do Atlético em passes para finalização entre os dois momentos da análise, possivelmente causado pela melhora no número de entradas na área rival, o Palmeiras ainda segue como o líder da Série A nesta estatística. Além de um volume total de chutes superior, o Palmeiras ainda gera situações para o arremate qualitativamente melhores, como consequência, a xG (Expectativa de Gol) do time paulista é superior a do time mineiro. 

O Fortaleza se manteve entre os times com mais passes para finalização, possivelmente impactado pelo o aumento no volume de entradas na área rival, porém, apresentou um decréscimo na porcentagem de chutes que acertaram o gol, e como reflexo, menor porcentagem de conversão das chances criadas. Como na métrica xG o Fortaleza não apresentou queda, situado sempre acima da média, indica-se uma menor eficácia na hora do arremate, mas, as oportunidades criadas pelo time cearense se mantiveram em uma análise qualitativa, o que pode seguir colocando o Fortaleza nas primeiras colocações. 

Ao contrário do rival Ceará, que apresentou uma regressão no gráfico de entradas no último terço do campo e na área adversária. Gerando um menor número de passes para finalização e diminuindo a xG (Expectativa de Gol).

O mesmo para o Santos, que apresentou similar tendência de regressões no gráfico. 

Santos e Ceará que acabaram optando pela interrupção dos trabalhos de Fernando Diniz e Guto Ferreira, respectivamente.

Após fechar o primeiro terço competitivo com a melhor valoração de gols, com +8, o Athletico Parananese demonstrou uma queda no saldo para +4. Qualitativamente as finalizações do time não apresentaram um diferencial no gráfico, e a queda se justifica pelo menor conversão das chances criadas, que seguiram com arremates com menor probabilidade de gol, apesar da grande eficácia demonstrada no terço inicial da Série A.

Para se posicionar fora da zona de rebaixamento, será fundamental para o América seguir a tendência de se posicionar acima da média em passes dentro da área e passes para finalização, assim, gerando arremates com maior xG (Expectativa de Gol) como demonstrado nos gráficos. Porém, precisará de uma maior eficácia para aumentar a porcentagem de chutes no gol. 

Também na disputa pelo mesmo objetivo, o Grêmio se manteve abaixo da média na métrica xG (Expectativa de Gol) durante os dois períodos analisados. Consequência por figurar abaixo da média em entradas na área adversária, passes dentro da área rival e passes para finalização. Apesar de ter um volume total de chutes superior ao de outros sete times do campeonato, as finalizações gremistas acontecem de forma qualitativamente baixa. Fluminense e Chapecoense, por exemplo, fecharam o primeiro turno com um número total de chutes inferior ao Grêmio, mas por gerarem oportunidades de chutes com maior qualidade, se encontram acima da média na xG (Expectativa de Gol). 

Na segunda parte traremos uma análise micro do campeonato, justificando os números coletivos através das métricas e números individuais dos jogadores.

Até lá!

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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