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Esporte

Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em carta aberta, Sérgio Santos Rodrigues, aborda polêmicas recentes no Cruzeiro

O presidente da Raposa falou sobre os protestos da torcida, áudios vazados e declarou que seguirá trabalhando e lutando pelo clube.

Por Thais Santos

O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, divulgou em seu perfil no instagram, uma carta aberta em que aborda vários temas polêmicas. O dirigente começa ressaltando seu compromisso com o clube e pedindo desculpas à torcida celeste pelos últimos fatos ocorridos que prejudicam o clima no clube. Sobre os protestos, Sérgio declarou respeito aos torcedores e disse que irá conceder uma entrevista nos próximos dias para esclarecer dúvidas e desconfianças.

A atual revolta da torcida cruzeirense surgiu após a contratação do diretor de futebol Rodrigo Pastana, um áudio vazado do presidente em que ele aparece discutindo com o empresário Pedro Lourenço e menosprezando os protestos da torcida, a contratação do técnico Mozart, após a queda de Felipe Conceição depois da eliminação na Copa do Brasil para a Juazeirense e as dívidas que o clube terá que pagar nos próximos dias/meses e uma delas, referente a contratação do volante Denilson que pode culminar no rebaixamento do clube para a Série C, caso não seja paga. 

Sérgio Santos Rodrigues ainda esclareceu alguns áudios com pessoas próximas, que foram vazados nos últimos dias. Nas conversas, o mandatário celeste diz que a esposa estava receosa com relação as ameaças da torcida e declara na sequência: “Podem vir, os tiros vão ser de cima pra baixo, não tem problema algum.” Sérgio esclareceu que os áudios foram recortados e retirados de uma longa conversa e que se referiam a um diálogo informal e descontraído.

Por fim, sobre o pedido da torcida celeste para que o dirigente renuncie ao cargo, Sérgio disse que continuará lutando e trabalhando. Confira o texto na íntegra:


Bom dia, Nação Azul

Antes de tudo, minha posição é de desculpas diante de toda essa lamentável sequência de fatos ocorridos, dentro e fora de campo. Sou muito grato por ser presidente do Cruzeiro e jamais farei desse momento delicadíssimo de nossa história, que herdamos de 2019 e se arrasta até os dias atuais, palanque para esconder erros ou jogar mais gasolina num corpo em combustão. Mesmo porque são poucos os dispostos a apagar esse incêndio sem pedir algo em troca. O que torna o nosso compromisso ainda mais difícil. 

Quanto às manifestações dos últimos dias, acompanhei de perto. Escutei com muito respeito. Sabemos que nem todos são de coração ou isentos de interesses políticos internos do clube ou dos bastidores do universo do futebol, mas não cabe a mim julgar. Cabe ao presidente do Cruzeiro respeitar aos que protestam com o coração. 

Aproveito para divulgar que em breve vou dar uma entrevista para que possa esclarecer ao máximo dúvidas e desconfianças. Sejam da arquibancada, das organizadas, grupos ligados a conselheiros, do interior de Minas Gerais e de qualquer lugar do mundo onde estiver um cruzeirense. 

Quanto aos áudios editados e publicados, tenho duas explicações. A primeira é dizer que também acho impróprias palavras e expressões expostas. Eu ou qualquer outra pessoa podemos mudar a forma de dizer algo quando estamos num ambiente informal e quando acreditamos estar em uma conversa franca com pessoas que damos confiança e respeito. Eu dei. Recebi e conversei abertamente com diversos grupos de torcedores recentemente, por várias horas, em nossa sede. 

Em segundo lugar, lamento ver que essas expressões ditas no calor de uma conversa informal tenham sido usadas fora do contexto. Como, por exemplo, ver a narrativa de me tornarem uma pessoa violenta, quando na verdade respondia a insinuação de violência contra minha esposa e filhos, mulher e crianças. Mas vou me limitar a lamentar o fato e, de novo, desculpar-me com todos que se indignaram ao escutá-las, mesmo não sabendo de todo o assunto falado e do intuito que foram divulgados curtos trechos de uma longa conversa. 

Pessoal, desde que entramos, estamos lutando pra trazer recursos e reerguer o Clube. E compreendo os que discordam das ações e opções que fizemos até o momento para recuperar o Cruzeiro. 

Eu nunca disse que seria fácil e também já disse que erramos, mas sempre tentando o melhor, trabalhando dia, tarde e noite. Falamos diversas vezes da difícil rotina de contratempos e dívidas. Mas mesmo assim conseguimos superávit de R$ 33 milhões em nossa gestão até o momento. 

Àqueles que me julgam arrogante, saibam que desde o primeiro dia eu tenho buscado o diálogo e ajuda de vários cruzeirenses e agentes do esporte, sejam torcedores, empresários, sócios, imprensa, conselheiros, dirigentes. Procurei e recebi muita gente. E saibam também que existem boicotes a quem luta contra o sistema instaurado em 2019. Mas eu jamais vou desistir. 

O Cruzeiro não é meu, nem de grupo nenhum. O Cruzeiro é de todos os seus 9 milhões de apaixonados. 

Seguirei lutando, trabalhando, tentando evitar erros e pedindo que nunca deixem de confiar no Cruzeiro, mesmo que não gostem de mim, que me julguem por isso ou aquilo, ou a qualquer outro dirigente. Pois boicotar ou implodir o nosso Clube é tudo que querem os inimigos (e falsos amigos) desse Gigante Azul. 


Um abraço!

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