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Esporte

"Não aceito entregar as chaves do América" diz Salum em entrevista à Rádio 98

No dia do aniversário de 109 anos do América, o dirigente alviverde detalhou o processo de transformação do clube em clube-empresa.

Por Thais Santos

O ex-presidente do América e atual Coordenador de Futebol Clube-Empresa, Marcus Salum, falou nesta sexta-feira em entrevista ao programa 98 Esportes da Rádio98, sobre o processo de transformação do clube em clube-empresa. No dia do aniversário do Coelho de 109 anos, Salum garantiu que mesmo com a mudança na gestão, o patrimônio do América será mantido:


“ O América vai proteger todo o patrimônio histórico do clube, nome, camisa, estádio, local, vestiário, lugar da arquibancada, tudo que é patrimônio do nosso torcedor apaixonado, isso é cláusula pétrea. Não pode trocar a cor da camisa, nada disso! Agora, a gestão à partir daí, ela vai ser uma nova empresa com o seu CEO como é hoje o Bragantino, só que o Bragantino está associado a um clube lá fora, então é um processo que já tem uma expertise de futebol, que era o que eu queria, associar com alguém que já tivesse um clube. As pessoas com as quais estou lidando também já tem essa experiência, não é um só, é mais de um, nós estamos querendo o que, discutir, porque eu não aceito entregar as chaves do América”.


Salum também explicou o que mudaria efetivamente no América com a transição para clube-empresa:


“O que eu penso de clube-empresa? O que esses clubes menores fizeram? Eles fizeram lá atrás o seguinte, faziam o contrato e davam o direito de tocar o futebol por alguém, a pessoa entrava, colocava o dinheiro e ia tocando, quando acabava o dinheiro ela saia e entregava a massa falida com problema para o clube. O caso do clube-empresa que eu penso e eu acredito que deva ter outros modelos, é orientado pela Ernest Yang que é a nossa consultora, você vai ter os poderes do clube preservados, então, o presidente vai continuar sendo o Alencar, com o Conselho de Administração, eles vão gerir todo o patrimônio do América, vão gerir a sede, vão gerir o sócio-torcedor, o futebol de salão, o futebol americano, tudo que o América tem, as receitas do shopping, tudo que o América tem continua sendo do América. O patrimônio futebol, jogadores, direito de campeonato, essa parte ela sai, eu integralizo uma nova empresa com essa parte e o sócio integraliza com dinheiro. Eu tenho que proteger o clube e eu tenho que criar regras para que não seja assim (estou te entregando as chaves você vai mandar, não é assim)”.


O dirigente americano também falou sobre os riscos deste processo caso o investidor queira sair e como o clube pode se cercar para evitar os prejuízos dessa situação.


“ Agora, eu tenho medo do meio e do final disso caso o investidor queira sair, então nós estamos estudando isso juridicamente para que a gente possa levar as propostas para os poderes do clube, que na verdade é o Conselho Deliberativo, é o Conselho de Administração, a Assembleia Geral, isso tem que ser uma decisão do clube. Mas eu enxergo que como aconteceu no mundo inteiro, o futebol brasileiro vai ter que passar por isso, porque ele vai precisar de capital novo e do investimento externo”.


Marcus Salum, ainda falou sobre sua participação na condução do futebol do time e sobre a implantação do conceito de clube de série A:


“Eu só não posso falar o que é o projeto futebol do América, já está desenhado, eu não trabalho de outro jeito, todo mundo tem que pensar  igual, não adianta você pensar uma coisa e seu assessor não pensar. O América vai passar por uma transformação à partir de agora, de conceito de clube de Série A. Nós vamos mexer em muita coisa que nós precisamos mexer, nós vamos mexer nesse conceito de treinamento, no conceito de alimentação, suplementação, nós vamos trabalhar para que o América se torne um time de Série A fora de campo também”.

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