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Acidente no Anel: Especialista diz que há problemas de infraestrutura e gestão

Excesso de velocidade, falta de sinalização e imbróglios de gestão no Anel Rodoviário provocam acidentes como o desta quarta-feira, envolvendo 19 veículos

Por Da redação

O engavetamento entre 19 veículos ocorrido na quarta-feira (20), no Anel Rodoviário, no trecho do Bairro Betânia, reacende a discussão sobre a revitalização da rodovia. O Central 98 conversou sobre o tema com o especialista em engenharia de tráfego, Osias Baptista.

Segundo ele, num acidente de trânsito, o que causa mortes é a velocidade e a massa dos veículos envolvidos. No Anel Rodoviário, há trânsito de caminhões em alta velocidade.

Baptista explica que os veículos descem a 90 km/h desde o Jardim Canadá e depois tentam descer a 60 km/h - freando nos radares. Outro problema grave, é que eles usam o freio convencional, ao invés de acionar o freio motor do veículo.

"Os caminhões descem desde lá de cima, freando nas curvas a 90 km/h. Isso vai aquecendo o freio dos caminhões. Quando eles chegam no Anel, eles têm que cair para a velocidade de 60 km/h. A maior parte deles, continua segurando o caminhão no freio, e não no freio motor. Na hora que ele sente que o caminhão está aquecido, ele não tem o que fazer. Ele não tem uma pista de brita do lado para fazer uma desaceleração forçada, não tem uma alternativa de saída. E aí ocorre o acidente"

Além de aprimorar a sinalização, Osias acredita que a velocidade máxima deve ser limitada a 60 km/h desde o Jardim Canadá e aumentar o número de radares, para que não valha a pena para os motoristas acelerarem e frearem.

Osias e a equipe do Central 98 ainda analisaram os imbróglios administrativos envolvendo a gestão da via.

Confira a entrevista completa:



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