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Acordo da Vale vai custear obras para conter enchentes na Av. Teresa Cristina

De acordo com o governador Romeu Zema (Novo), serão investidos R$ 298 milhões nas intervenções em Contagem e Belo Horizonte

Por João Henrique do Vale - Cidades18/02/2021
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As obras necessárias para acabar ou diminuir as enchentes na Avenida Teresa Cristina devem ser custeadas, em parte, pelos recursos do acordo entre o Governo de Minas e a Vale, pela reparação socioeconômica em razão da tragédia de Brumadinho. De acordo com o governador Romeu Zema (Novo), ao menos R$ 298 milhões serão utilizados para as intervenções em Contagem e Belo Horizonte.

O anúncio foi feito por Zema, na tarde desta quinta-feira, nas redes sociais. Reservamos, dentre as medidas de reparação da Vale, R$ 298 milhões para ajudar a solucionar o problema de enchentes no córrego do Ferrugem e Tereza Cristina em Contagem e BH. O Estado mantém diálogo com as prefeituras dessas duas cidades para levar adiante essa solução”, afirmou.

A possibilidade de parte da verba do acordo ser usada nas obras já tinha sido adiantada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) na última semana. O recurso não será suficiente para a realização de todas as obras necessárias. As intervenções vão custar aproximadamente R$ 500 milhões

Comitê gestor 

Uma comissão, formada pelas prefeituras de Contagem e Belo Horizonte, e o Governo de Minas, foi criada no início deste ano para discutir as obras necessárias para solucionar o problema das enchentes na Avenida Teresa Cristina e tentar recursos. 

Algumas obras já estão em andamento, como os serviços de Requalificação Urbana e Ambiental e de Controle de Cheias do Córrego Riacho das Pedras, que prevê a execução de duas bacias de detenção de cheias: Bacia B2 (Praça Rio Volga) e Bacia B5 (Rua Arterial, próxima à empresa Toshiba). As intervenções estão sendo feitas com recursos dos governos Federal e Estadual, e da Prefeitura de Contagem. 

“Vale esclarecer que parte das obras para equacionar o problema tinham recursos garantidos junto ao Governo Federal, mas foram perdidos pela gestão anterior por descumprimento de prazos e outras questões técnicas. Com esforço da atual gestão e apesar das restrições fiscais do Estado, as obras da Bacia B2 foram retomadas na atual gestão, em fevereiro de 2020, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2021”, afirmou a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, por meio de nota.