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Aeroporto Carlos Prates pode integrar negociação por ampliação do metrô de BH

União avalia ceder terreno na Região Noroeste de BH como contrapartida à concessão do modal para a iniciativa privada.

Por João Henrique do Vale e Lucas Rage - Cidades03/02/2021
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O Aeroporto Carlos Prates, situado na Região Noroeste da capital, pode ser incluído nas negociações com o Governo Federal para ampliação do metrô de Belo Horizonte. O terminal será descontinuado em dezembro, mas o Executivo avalia a cessão do terreno onde o mesmo se encontra. A proposta é discutida entre a Procuradoria-Geral da República e o Ministério da Infraestrutura, e prevê a inclusão de áreas públicas como contrapartida à privatização do metrô.

A informação foi confirmada à Rádio 98 pelo Senador Carlos Viana (PSD), que articula a negociação junto à União. "Depois que nós pedimos a procuradoria da república um novo acordo para metrô de BH, o Ministério da Infraestrutura pediu prazo para apresentar uma nova proposta. Nós estamos aguardando a formatação oficial e a apresentação junto a procuradoria para que possamos analisar, de fato, se interessa a todos nós ou não, e se resolve a situação do metrô", afirmou.

De acordo com o senador, o repasse de áreas públicas da União seria para atrair os interesses da iniciativa privada. “O governo fará a capitalização da empresa por meio de imóveis da União que estão sendo agora entregues à Secretaria de Patrimônio e que podem compor, naturalmente, um ativo importante para o mercado. Entre as propostas está o Aeroporto Carlos Prates que será fechado em 31 de dezembro deste ano. É uma área super valorizada e que, de fato, pode gerar interesse dos investidores no entorno da região metropolitana”, comentou. 

A proposta também vai tratar da privatização da Companhia de Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Minas Gerais. “O governo está se comprometendo a liberar um financiamento via BNDES com a certificação do tesouro, naturalmente a garantia do governo federal, para a privatização da CBTU. Então, nós estamos falando de um processo mais amplo, do que apenas a linha 2 (Calafate/Barreiro)”, completou Carlos Viana. 

Longo impasse 

A promessa de ampliação do metrô de Belo Horizonte é antiga e se arrasta por anos. No ano passado, o assunto voltou à tona após a divulgação de uma possível liberação de verba para as obras. Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo ao lado do ministro da infraestrutura, Tarcísio Freitas, garantindo o repasse de R$ 1 bilhão para o financiamento da linha 2 do metrô. O valor seria proveniente de uma multa aplicada a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) por descumprimento de contratos. 

Dias depois que o presidente Jair Bolsonaro comemorou o repasse e considerou a obra como prioritária, setores do Ministério da Economia que participam do orçamento e deputados de outros estados começaram a questionar o governo quanto ao financiamento. 

Diante disso, o Ministério da Economia afirmou que a verba só seria repassada caso tivesse inserida na previsão do orçamento do Ministério de Desenvolvimento Regional. 

Iniciativa privada 

Com o recurso novamente barrado, o Governo Federal decidiu fazer um plano para a privatização da CBTU. Em outubro, qualificou a Linha 2 do metrô de Belo Horizonte, no âmbito do Programa de Parecerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República.

Com isso, serão feitos estudos de viabilidade e de alternativas de parcerias com a iniciativa privada. 

Sobre o Aeroporto Carlos Prates

desativação do aeroporto é uma reivindicação antiga de moradores da região. O tráfego no local é constante de aviões que decolam e pousam no terminal, muitas vezes com pilotos sem experiência. Acidentes também são registrados constantemente.

Uma das últimas ocorrências aconteceu em outubro de 2019. Um avião com capacidade para quatro pessoas, incluindo o piloto, caiu na Rua Minerva, na esquina com a Rua Rosinha Sigaud. Quatro pessoas morreram. Seis meses antes, uma outra aeronave de pequeno porte caiu na mesma rua. 

O Aeroporto Carlos Prates foi construído na década de 1930 e tem uma área de quase 580 mil metros quadrados. O local abriga o Aeroclube do Estado de Minas Gerais dedicado à formação de pilotos, aviação desportiva, manutenção, instrução, construção de aeronaves, ultraleves, aviação geral de pequeno porte, e helicópteros.