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Caos em BH: corrida aos postos de gasolina tem longas filas e trânsito lento

Motoristas ficam horas na espera de abastecer os veículos neste sexta-feira. Greve dos caminhoneiros continua por tempo indeterminado

Por João Henrique do Vale - Cidades26/02/2021
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A corrida aos postos de gasolina por medo de desabastecimento de combustível trouxe uma sexta-feira de caos em Belo Horizonte. Desde as primeiras horas da manhã, longas filas foram registradas. Os veículos se estenderam por várias vias de todas as nove regionais da cidade. O resultado foi lentidão no trânsito e horas de espera para o abastecimento. Os transportadores de combustível seguem em greve por tempo indeterminado

A Rádio 98 rodou por várias regiões de Belo Horizonte e presenciou as longas filas que se formaram nos estabelecimentos. No Posto Xuá, na MGC-356, no Bairro Santa Lúcia, os veículos chegaram a atingir a Avenida Nossa Senhora do Carmo. No posto Pica-Pau, na Avenida do Contorno, no Bairro Carlos Prates, as filas provocaram bloqueio de uma faixa da via, uma das principais da cidade, o que deixou um longo congestionamento. 

Na Rua Niquelina, no Bairro Santa Efigênia, motoristas também chegaram a bloquear uma pista em busca de combustível. Motoristas também fizeram filas em outros municípios mineiros. Foi o caso de Pedro Leopoldo, na Grande BH, onde pessoas se valeram até mesmo de galões de água para estocar a gasolina. Lagoa Santa, Bom Despacho, Contagem e Betim também registraram transtornos.

O autônomo Alexandre foi um dos que enfrentou longas filas para encher o tanque do carro nesta sexta-feira. “Fiquei de 40 minutos a uma hora para ser atendido. Acabei enchendo o tanque. Eu preciso do meu carro para trabalhar. Neste momento, os autônomos são os que mais sofrem”, afirmou.  

Greve continua 

A paralisação dos transportadores continua por tempo indeterminado. A categoria pede redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o preço do diesel de 15% para 12%. “Vamos continuar parados até o governo dar um posicionamento sobre esta situação. Por enquanto, não tem nenhuma conversa marcada”, afirmou Irani da Silva Gomes, presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTanque). De acordo com Gomes, aderiram a greve mais de dois mil caminhoneiros. “Nós atendemos toda a Minas Gerais”, ressaltou. 

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), que representa os cerca de 4,5 mil postos de combustíveis do estado, alega que já há impactos nos estabelecimentos. Alguns empresários estão com dificuldades em fazer pedidos juntos às distribuidoras de combustíveis e também de abastecer os caminhões próprios nas bases, devido aos bloqueios feitos por grevistas. “Caso a greve permaneça nas próximas horas, certamente haverá falta de produtos em grande parte dos postos de combustíveis do estado”, afirmou o Minaspetro.

Neste sexta-feira, já há relatos de falta de combustível em alguns postos de Belo Horizonte. 

Aumento do ICMS é descartado 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), descartou a possibilidade de aumento do ICMS para os combustíveis no estado. Questionado sobre um possível reajuste, Zema afirmou que não existe qualquer proposta de aumento. “Nós não vamos aumentar impostos. O ajuste que precisa ser feito é pelo lado da despesa, não por aumento de impostos. O povo mineiro já paga muitos impostos”, afirmou. Minas tem, atualmente, a segunda maior alíquota do ICMS para a gasolina, com 31%. No caso do diesel, a alíquota é de 15%. 

Sobre a paralisação dos caminhoneiros, o governo de Minas afirmou que a Polícia Militar tem acompanhado as manifestações, garantindo a fluidez no trânsito e a segurança nos locais em que os caminhões estão parados. “Além dessa ação, viaturas da PMMG estão patrulhando o entorno da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mantendo pontos base na refinaria, de forma a garantir que os motoristas que transportam combustíveis e que não aderiram à paralisação mantenham suas atividades”, finalizou.