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Cinco anos após tragédia de Mariana, MP avalia que reparação é ineficiente

Promotor não acredita que Fundação Renova conseguirá cumprir com prazos para reconstrução dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo

Por Fernando Motta - Cidades05/11/2020
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O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, completa cinco anos nesta quinta-feira (5) sem punição criminal aos responsáveis e com ações de reparação "ineficientes" segundo o Ministério Público de Minas Gerais.

Após uma intensa briga judicial, o promotor Guilherme Meneghin afirma que a Fundação Renova - criada em 2016 para cumprir as ações de reparação - "jamais quis aceitar prazos e penalidades". Ele acredita que a fundação não conseguirá cumprir com prazos para reconstrução dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, que têm entrega determinada pela Justiça para o dia 27 de fevereiro de 2021.

Segundo o promotor, em Bento Rodrigues terão de ser construídas 200 casas e, atualmente, somente duas estão prontas. Em Paracatu, serão 100 imóveis, que até o momento não foram erguidos e estão em fase de infraestrutura.

O prazo foi redefinido por três vezes. Segundo o promotor, inicialmente a Renova havia anunciado a entrega das obras em março de 2019. Com o descumprimento, o Ministério Público entrou com uma ação para que a Justiça fixasse um prazo, que foi determinado para agosto de 2020. A Renova recorreu e o prazo foi ampliado para fevereiro de 2021.

No último mês, durante uma entrevista coletiva online, o presidente da Fundação Renova, André de Freitas, admitiu que as obras não ficarão prontas a tempo e atribuiu o atraso à pandemia da Covid-19.

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