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Conselho Municipal de Saúde sugere lockdown em BH para frear avanço da Covid-19

Conselho solicitou o aumento da testagem, da fiscalização e ajuda às pessoas desempregadas e trabalhadores informais

Por João Henrique do Vale - Cidades18/03/2021
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A possibilidade de colapso no sistema de saúde de Belo Horizonte levou o Conselho Municipal a solicitar o lockdown na cidade à prefeitura. Em um documento encaminhado a administração municipal, o grupo afirma que unidades e trabalhadores de saúde estão sobrecarregados. Além disso, solicitou o aumento da testagem, da fiscalização e ajuda às pessoas desempregadas e trabalhadores informais. 

O Conselho Municipal afirmou, por meio de nota, que as medidas restritivas são necessárias. “A decretação de um Lockdown imediato foi apoiado de forma unânime pelo pleno, ao entender que somente uma ação sanitária emergencial - que já se mostrou eficaz em outras cidades e regiões do Brasil e do mundo - por pelo menos duas semanas, pode conter a curva ascendente de pessoas contaminadas e gravemente adoecidas, na capital”, afirmou. 

A entidade cobrou aumento na fiscalização para a redução do trânsito, a distribuição de cestas básicas, criação de um programa de renda básica municipal para apoio emergencial aos cidadãos desempregados, aos trabalhadores informais, e o fomento de um programa de ajuda às pequenas empresas. Além disso, solicitou à prefeitura que amplie a testagem da população. 

Posicionamento da PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou, por meio de nota, que desde 6 de março, passou a permitir somente o funcionamento dos serviços essenciais. Essas medidas foram endurecidas dias depois, com o fechamento de praças e pistas de corridas, e proibição de celebrações religiosas presenciais, suspensão do varejo de material de construção e a permissão de venda apenas por delivery ou drive thru, sem retirada no local para as atividades não autorizadas a funcionar.

Em nota, afirmou que as medidas são mais rigorosas do que as previstas pela onda roxa, exceto às restrições de circulação entre 20h e 5h e à circulação de pessoas com sintomas de gripe. Ressaltou, ainda, que a fiscalização está intensificada na cidade.

Sobre os exames, afirmou que eles podem ser solicitados em consultas médicas nas unidades do SUS-BH, desde que atendam os critérios estabelecidos.

Sobre a ajuda à população, afirmou que já entregou 3 milhões de cestas básicas desde março de 2020, além de kits de higiene para famílias residentes de vilas e favelas cadastradas no CadÚnico. Já sobre um possível auxílio financeiro, destacou que “não há previsão de substituir o papel e a oferta do Governo Federal, considerando as responsabilidades dos diversos entes e as previsões do pacto federativo”. 

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