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Fhemig admite que Hospital João XXIII opera com 120% da capacidade

Funcionários da unidade de saúde fizeram uma paralisação nesta terça-feira

Por João Henrique do Vale - Cidades13/10/2020
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A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) admitiu, nesta terça-feira, que o Hospital João XXIII está operando com 120% de sua capacidade. O posicionamento foi feito depois que enfermeiros e técnicos de enfermagem fizeram um ato para protestar contra a superlotação da unidade de saúde.

De acordo com a Fhemig, por se tratar de um pronto-socorro, referência para todo o Estado, o Hospital João XXIII possui alta taxa de ocupação. "No momento, está operando com cerca de 120% de sua capacidade. Mesmo com essa lotação, continua a garantir a qualidade do seu atendimento e a segurança dos seus pacientes, resguardados por rígidos padrões clínicos e sanitários", afirmou a Fundação.

Ressaltou, ainda, que a unidade de saúde é referência no atendimento a traumas, queimaduras e outras urgências graves, por causa disso, recebe os casos em um primeiro momento. Dependendo do quadro clínico de cada paciente, eles são encaminhados para a central de internação e aguardam transferências para outros hospitais.

Nesta terça-feira, funcionários do Hospital João XXIII fizeram uma manifestação para reclamar da superlotação. Segundo eles, uma ala da unidade de saúde teria sido fechada, o que levou os pacientes a serem atendidos nos corredores. Os trabalhadores denunciam que até mesmo transfusão de sangue está sendo feita em pacientes fora das salas. A situação se repete deste agosto. Os funcionários também cobram a reposição de materiais, como lençóis e macas.

A Fhemig informou que, até o momento, não foi notificada pela Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) sobre o movimento, assim como o Hospital João XXIII, que também não foi informado pela associação e não teve conhecimento prévio das denúncias.