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Flexibilização em BH: saiba detalhes da reunião entre entidades e a prefeitura

Representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) se reuniram com a prefeitura para discutir a volta do comércio

Por João Henrique do Vale - Cidades24/07/2020
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Um encontro que durou mais de duas horas e terminou sem consenso. O impasse continua, principalmente, em relação as ocupações de leitos. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o uso de 80% dos leitos próprios para a Covid-19 seriam necessários para a abertura do comércio. Já para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) este índice não é seguro para a população. Uma nova reunião foi marcada para a próxima semana, onde poderão ser apresentados novos protocolos com base nas discussões.

Os representantes das entidades saíram com sentimentos distintos da reunião. Para Marcelo Souza e Silva, presidente da CDL, a discussão não "trouxe boa notícia nenhuma". Já o líder da Abrasel, Paulo Solmucci, avaliou o encontro como "proveitoso" e aguarda uma revisão do plano apresentado na última semana pela administração municipal.

Além dos dois, participaram da reunião os membros do Comitê de Reabertura da Prefeitura, e o líder de Governo na Câmara, vereador Léo Burguês.

Insatisfação

O presidente da CDL não saiu satisfeito da reunião com a prefeitura. Para ele, "nenhum passo foi dado". " Em primeiro lugar, lamentamos a ausência do prefeito. A gente fica até se perguntando: qual é o assunto tão importante que impossibilite a presença do prefeito nessa reunião? A resposta é uma só: a incapacidade de dialogar, a insensibilidade com a saúde das pessoas, com as empresas que estão morrendo, com os milhares de trabalhadores que já perderam seus empregos e com as milhares de famílias que estão sem sustento. A prefeitura não deu nenhum passo à frente", afirmou.

Marcelo reclamou da falta de cronograma para a abertura de leitos na capital mineira. "(A prefeitura) Não apresentou um cronograma de reabertura dos leitos que ela mesmo prometeu abrir em maio. Portanto, há mais de dois meses. Não apresentou solução para resolver o problema dos ônibus lotados, sendo que isso é um grande fator de transmissão. A prefeitura não tem solução para nada. Portanto, lamentavelmente tivemos uma reunião completamente improdutiva", concluiu.

Abertura de diálogo

A Abrasel considerou que a reunião foi produtiva. "Primeiro, foi uma reunião respeitada. Pela primeira vez tivemos oportunidade de fazer uma reunião importante em termo de critérios. Obviamente temos dificuldades de uma data com a Prefeitura, mas ficamos compromissados de até quarta-feira eles nos passarem um posicionamento", afirmou Paulo Solmucci.

Um dos pedidos da Abrasel é de dar mais visibilidade ao plano de retomada. "Pedimos para a prefeitura dar mais transparência e divulgação do plano para a população saber", comentou. 

Posicionamento da PBH

Por meio de nota, a PBH afirmou que a proposta da Abrasel e da CDL "não se trata de um plano novo, somente uma flexibilização do plano já apresentado a eles pela própria Prefeitura em maio". "As divergências estão principalmente nos limites de leitos como sinalização verde. A proposta da Abrasel e da CDL coloca que 80% de ocupação de leitos permitiria uma abertura, o que para a Prefeitura não é um índice seguro para a população", informou.

Segundo a administração municipal, os exemplos de flexibilização das entidades se baseiam no Rio de Janeiro e em São Paulo. "Belo Horizonte teve 15 mortos por 100 mil habitantes, os exemplos de flexibilização trazidos pelas entidades são do Rio de Janeiro que tem 115 mortos por 100 mil habitantes e de São Paulo, que tem 72 mortos por 100 mil habitantes", informou.

Uma nova reunião será agendada para a próxima semana, quando a Prefeitura apresentará uma avaliação da proposta do nível de leitos para liberação da abertura e das fases indicadas pelas entidades.

Veja a entrevista do Central 98 com o presidente da CDL/BH, Marcelo Souza:



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