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Governo oferece e Prefeitura de Belo Horizonte recusa usar Hospital de Campanha

De acordo com o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, o Governo sugeriu que a estrutura seja usado para acolher a população vulnerável

Por João Henrique do Vale - Cidades17/08/2020
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A estrutura do Hospital de Campanha, montada no Expominas, foi oferecida pelo Governo de Minas para a prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Porém, segundo o Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, a administração municipal recusou o uso do espaço. A unidade ainda não recebeu nenhum paciente. Os profissionais de saúde que estão no espaço foram transferidos para reforçar o atendimento em hospitais da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig).

De acordo com o Carlos Eduardo, a sugestão de ceder a estrutura para a capital mineira foi repassada ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). "Vislumbramos opções para o futuro do espaço e estrutura física, e resolvemos ceder para a prefeitura de Belo Horizonte receber a população vulnerável de aglomerados. (A sugestão) Foi levada pelo MPMG à prefeitura de Belo Horizonte, que recusou a proposta", informou. 

Por meio de nota, a prefetura rebateu o Governo de Minas. "Desde que montado pelo Governo do Estado, o hospital de campanha nunca foi utilizado. Agora querem transferir o problema. Em vez disso, o Governo poderia assumir o protagonismo de abrigamento de pessoas em situação de vulnerabilidade de outras cidades, que não contam com a estrutura de Belo Horizonte", afirmou a prefeitura.

O Hospital de Campanha foi montado no Expominas. Ele conta com 768 leitos, sendo 740 de enfermaria e 28 de estabilização. O custo total para a construção da unidade de saúde foi de R$ 5,3 milhões, sendo que 80% deste valor foi doado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Em 13 de julho, foram abertos 30 leitos da unidade, mas nenhum paciente foi levado ao local. 

Segundo o Secretário de Saúde, Carlos Eduardo, a estrutura vai continuar montada caso necessite ser usada. "A destinação final da estrutura ainda será definida", comentou. 

Transferência de profissionais de saúde

Sem demanda para o Hospital de Campanha, os profissionais de saúde que estavam na unidade foram transferidos para a Rede Fhemig. Eles vão reforçar os quadros dos hospitais Eduardo de Menezes, Júlia Kubitschek, João XXIII e Galba Velloso

A decisão, tomada em conjunto com o MPMG, seguiu alguns parâmetros, como a ausência de demanda pelos leitos do Hospital de Campanha, tendência de redução de casos no estado, e melhoria no percentual de ocupação de leitos em Minas Gerais. 

A ocupação dos leitos de UTI na Região Central está em 73,31% nesta segunda-feira. O índice de ocupação dos leitos de enfermaria está em 64,85%;