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"Insuficiente": Governo de Minas critica reparação da Vale por Brumadinho

O pedido do Estado é de reparação de R$ 54,6 bilhões

Por João Henrique do Vale - Cidades13/11/2020
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O Governo de Minas Gerais considerou "insuficiente" o valor proposto pela Vale para compensação dos efeitos do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. A tragédia deixou 270 mortos, sendo 11 desaparecidos. O pedido do Estado é de reparação de R$ 54,6 bilhões. 

Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Governo de Minas considerou o valor proposto pela mineradora baixo. "Em relação à proposta feita pela empresa, o Governo de Minas esclarece que a considera insuficiente em razão do volume dos danos socioeconômicos causados pelo rompimento da barragem. A mediação buscará avançar para valores compatíveis e proporcionais aos danos sofridos", afirmou. 

Uma audiência de conciliação foi realizada no fim de outubro. As partes envolvidas terão um novo encontro em 17 de novembro, onde o valor deve ser novamente discutido. Um estudo feito pela Fundação João Pinheiro (FJP) estima que as perdas econômicas da tragédia tenham chegado a R$ 26 bilhões. Outros R$ 28 bilhões solicitados seriam para cobrir danos morais coletivos e sociais. 

A Advocacia-Geral do Estado (AGE) também solicitou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a quebra de sigilo do processo. 

Por meio de nota, a Vale afirmou que "ainda não há definição de valores para um eventual acordo" e que vai se" manifestar nos autos do procedimento". A mineradora disse, ainda, que "permanece empenhada em seu propósito de reparar, integralmente, e com celeridade os danos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho".

Participação de atingidos

O Governo de Minas também negou que atingidos pelo rompimento estão fora das conversas com a Vale. Em nota, afirmou que nas duas últimas semanas, foram três audiências públicas realizadas sobre o tema, sendo duas na Assembleia Legislativa do Estado e uma de forma on-line, com participação de milhares de atingidos, com pico superior a 1,7 mil acessos simultâneos, além de reunião com movimentos sociais. 

O Governo ressalta que caso o acordo seja firmado, parte dos projetos será decidida diretamente pelas comunidades atingidas, com amplo processo de participação.