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Kalil diz que flexibilização no dia 25 depende do comportamento em BH até sexta

Segundo ele, se a situação piorar, ao invés de reabertura gradual, a prefeitura poderá decretar um lockdown

Por João Henrique do Vale e Fernando Motta - Cidades18/05/2020
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O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (18) que a reabertura gradual do comércio a partir do dia 25 de março dependerá do comportamento da população de Belo Horizonte até esta sexta-feira (22).

"Vai depender muito do comportamento até sexta-feira. O comitê definiu que os números de sexta vão avisar se BH pode ou não abrir. Apertem o cinto, fiquem em casa, pois temos uma chance muito grande de começar uma flexibilização gradual e científica na segunda-feira (25)", disse Kalil.

O prefeito disse ainda que constatou uma queda no isolamento e disse que irá insistir na aplicação de multas para quem não usar máscaras nas vias públicas. "Está diminuindo [o isolamento] e estamos preocupados. Estou mandando para câmara projeto para punir com multas quem não usar máscaras", contou.

Segundo ele, se a situação piorar, ao invés de reabertura gradual, a prefeitura poderá decretar um lockdown. "Existe a possibilidade [de fechamento]. Quem vai determinar isso não sou eu. Temos o rumo que é a ciência. Se na sexta-feira a ciência determinar lockdown, vai ser anunciado"

Além do prefeito e dos integrantes do comitê de enfrentamento da Covid-19, professores da UFMG também estiveram na coletiva. Kalil recebeu um documento de professores da UFMG com apoio ao isolamento social.

"Quero agradecer as universidades me entregaram assinatura de 950 professores porque BH está seguindo a ciência", destacou.

Barreiras sanitárias 

Sobre as barreiras sanitárias que começaram a ser instaladas hoje na capital mineira, Kalil disse que ainda é cedo para avaliar os resultados.

Até o início desta tarde, a PBH disse que foram abordados 1668 veiculos e 3768 pessoas. Destas, 27 apresentaram sintomas e encaminhadas para unidades de saúde.

O secretário de Saúde, Jackson Machado, disse que o direito de ir e vir não será cerceado. "Cabe a nós orientar a pessoa a procurar o serviço de saúde. A PM pode ser acionada para levar a pessoa para o hospital, porque há risco de contaminar outra pessoa, o que e crime. Mas, à princípio é educativa", explicou o secretário.

Mercado central

Kalil também comentou a reabertura de lojas no Mercado Central e disse que os estabelecimentos do lado interno do mercado foram injustiçados. "As lojas autorizadas a abrir são exatamente as que podem abrir no lado de fora. Recebi a notícia que está bem. São 300 pessoas autorizadas a funcionar. O que fizemos foi injusto e corrigimos", disse.

Cloroquina 

O prefeito disse que, em BH, quem decide sobre o uso ou não da cloroquina são os integrantes do comitê de enfrentamento da Covid-19. "O STF determinou que quem faz os critérios são os prefeitos. Quem define em Belo Horizonte o protocolo é o comitê de enfrentamento Covid-19. Eles determinam o que eles acharem melhor", disse.

Monitoramento do isolamento

Segundo o secretário de planejamento, André Reis, uma das formas de monitoramento do isolamento na capital são os dados das operadoras da região metropolitana. Ele disse que a média em BH fica em torno de 50%.

Leitos

De acordo com Reis, a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) destinados à Covid-19 em BH está em 51%. Quanto aos leitos de enfermaria destinados ao tratamento da doença, a taxa está em 32%.