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Cidades

“Não destrua nossa gastronomia”, diz chef Leo Paixão em desabafo no Instagram

Proprietário do restaurante Glouton criticou medida da PBH que suspende venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes da capital

Por Lucas Rage

O renomado chef belorizontino Leonardo Paixão usou suas redes sociais para desabafar sobre a Lei Seca imposta pela Prefeitura de Belo Horizonte, e que entra em vigor na próxima segunda-feira (05).

Em um post em seu Instagram, Paixão — que é proprietário do restaurante Glouton — criticou a medida imposta pelo prefeito Alexandre Kalil, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes de BH.

“Somos o setor mais castigado pela nossa prefeitura. Neste momento em que caminhamos para a Lei Seca, já sofremos uma série restrições, dentre as mais severas: horário de funcionamento reduzido; espaçamento aumentado e limite de 4 ocupantes por mesa. Justo, pela segurança dos clientes.

Vamos fazer uma continha. No Glouton tínhamos 110 lugares , hoje tenho 60. Fazia giro 2, hoje faço giro 1.2. Só aí tive uma diminuição de 60% nas vendas. Como 1/3 de nossa venda é de bebida, com a nova medida, nosso encolhimento passa a 75%. Ou seja, temos a possibilidade de vender 25% do que vendíamos antes. Garçons vivem quase só dos 10% deste valor. Imagina como fica”, diz Paixão, no desabafo.

O chef aproveitou a postagem para anunciar ainda o fechamento temporário do Nicolau Bar da Esquina, do qual também é dono. O Mina Jazz Bar, empreendimento previsto para abrir este mês em parceria com Gabriel Azevedo, teve sua abertura adiada por tempo indeterminado.

O empresário se mostrou empático às medidas restritivas impostas na capital, em face ao aumento de casos de Covid-19 no município. Entretanto, Léo Paixão questionou a postura unilateral das medidas tomadas.

Centro da cidade cheio, ônibus lotados, comércio rodando à mil, véspera de natal. Seria minimamente razoável a prefeitura impor restrições a toda a economia. Contudo, existe um setor mais fraco e desorganizado. Do qual muitos não respeitaram as medidas. Não os julgo, estão tentando sobreviver ao tsunami. Ao invés de fiscalizar e aplicar as medidas cabíveis, a prefeitura optou por punir a todos: certos e errados. Um jato de mangueira em quem está afogando, declarou.

Paixão finaliza o desabafo com um prognóstico pessimista para o setor gastronômico da capital, fruto do que ele chama de “golpe impiedoso” da prefeitura. “Muitos de nós não se levantarão após mais esta queda. Desemprego e miséria resultará desta decisão. A nós, só nos resta torcer e esperar que um lapso de bom senso guie a mente deste prefeito para que não destrua nossa preciosa gastronomia Belorizontina”.

Leia o desabafo completo aqui

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