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Operação Iniquidade: TJMG afirma que juiz foi afastado por condutas incompatíveis

Operação da PF investiga crimes praticados por dois juízes em Sete Lagoas

Por João Henrique do Vale - Cidades24/11/2020
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O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) se manifestou, na tarde de hoje, sobre a operação da Polícia Federal (PF) que apura crimes cometidos por dois juízes da comarca de Sete Lagoas, na Região Central de Minas. As investigações apontam que os magistrados solicitaram vantagens indevidas em processos de falência de duas empresas. Advogados também participaram do esquema.

Por meio de nota, o TJMG afirmou que um dos juízes mencionados, após investigação da Corregedoria-Geral de Justiça, foi afastado da magistratura pelo Órgão Especial deste Tribunal em fevereiro de 2019. O TJMG reconheceu que esse magistrado havia praticado condutas incompatíveis com o exercício da função judicante. Em relação ao outro juiz, o TJMG esclarece que ele se aposentou voluntariamente em 2012, não mais exercendo, portanto, a magistratura.

As investigações da PF apontaram indícios de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, praticados durante tramitação de processos de falência de duas empresas.

De acordo com a PF, foi identificado que dois juízes, sem qualquer relação entre si, teriam cometido os crimes. Em conluio com os magistrados, atuaram advogados, administradores judiciais de falência, um servidor da Justiça e empresários, entre outras pessoas.

Foram cumpridos, hoje, 26 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Nova Lima, Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Carlos Chagas e nas capixabas Vila Velha e Pinheiros. Foi determinado o bloqueio de dinheiro em contas bancárias e de investimentos, que totalizam cerca de R$ 65 milhões; sequestro de bens imóveis; e indisponibilidade de veículos automotores.