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Cidades

Professores fazem protesto contra a volta às aulas presenciais em BH

Manifestantes foram para a porta da Prefeitura de Belo Horizonte e colocaram cruzes na calçada

Por João Henrique do Vale

Professores fizeram um protesto, nesta quarta-feira, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte. Dezenas de pessoas foram para a porta da administração municipal, na Avenida Afonso Pena, e colocaram cruzes da calçada. 

A manifestação é contra o retorno das aulas presenciais na capital mineira sem ampla vacinação. Cartazes e faixas com os dizeres, "Vidas em primeiro lugar" e "Aulas são repostas, vidas, não", foram colocados junto às cruzes. 

Uma carreata também foi feita pelos manifestantes. Eles também passaram pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Escolas da Rede Pública de Belo Horizonte (Sind-REDE).

A diretora do sindicato, Vanessa Portugal, disse que o objetivo é alertar as autoridades sanitárias, a secretaria da educação e as famílias de que não é seguro o retorno das crianças neste momento.

"Nós temos convicção, certeza, do conhecimento que nós temos do espaço das escolas, que não é possível cumprir protocolos e garantir segurança para os trabalhadores da educação, para os estudantes e para suas famílias. Nós poderíamos cumprir os protocolos nas condições que nós temos hoje com uma eficácia de no máximo 30%, o que é absolutamente insuficiente em relação ao quadro pandêmico que nós temos em Belo Horizonte", avalia.

A prefeitura de Belo Horizonte estuda retornar as aulas presenciais na próxima semana para crianças entre 0 a 5 anos. Por meio de nota, afirmou que mantém o diálogo constante com o sindicato dos professores. Sobre a vacinação dos educadores, que estão inseridos no grupo prioritário, a administração municipal informou que vem fazendo um grande esforço para imunizar o quanto antes os públicos que estão definidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde. Porém, aguarda a chegada de mais doses para ampliar a vacinação. “Podem ocorrer mudanças na ordem dos grupos, assim como alguma estratificação dentro destes, dependendo do quantitativo de doses disponibilizadas em cada entrega para a capital”, disse a prefeitura. 

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