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Vacinação em empresa de BH: doses que forem encontradas serão entregues ao SUS

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) à 35ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte (MG)

Por João Henrique do Vale - Cidades26/03/2021
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As doses que forem encontradas durante a investigação que apura a suposta vacinação clandestina realizada por empresários e políticos mineiros em uma empresa de ônibus em BH, devem ser encaminhadas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) à 35ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte

Nesta sexta-feira, agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram mandados de busca e apreensão para apurar o caso. A ação aconteceu em endereços ligados à empresa Saritur. Um dos locais visitados pelos agentes é uma garagem onde teria acontecido a imunização, no Bairro Alto Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na Operação Camarote. Eles foram autorizados pela 35ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte. De acordo com a PF, o objetivo da ação é “angariar provas acerca dos fatos noticiados”.

Suposta vacinação contra a Covid-19

A suposta vacinação foi denunciada pela Revista Piauí. Segundo a publicação, os políticos e empresários, a maioria ligada ao setor de transporte de Minas Gerais, compraram o imunizante por iniciativa própria e não repassaram ao Sistema Único de Saúde (SUS). A segunda dose está prevista para ser aplicada nas cerca de cinquenta pessoas daqui a trinta dias. As duas doses custaram a cada pessoa R$ 600, ainda de acordo com a reportagem.

Segundo pessoas que se vacinaram na ocasião, os organizadores foram os irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. Uma garagem de uma empresa do grupo foi improvisada como posto de vacinação. Entre os vacinados, segundo a Revista, estão o ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e ex-senador da República, Clésio Andrade, e o deputado estadual mineiro Alencar da Silveira (PDT).

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