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Black Friday: Especialistas dão dicas para não cair em pegadinhas

Veja o que se deve saber antes de ir às compras e o que se pode fazer em caso de problemas ou arrependimento

Por Fernando Motta - Economia27/11/2020
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A mobilização em torno das promoções da Black Friday trazem também preocupação em relação a suscetibilidade a fraudes e pegadinhas. A reportagem da 98FM ouviu especialistas em direitos do consumidor e reuniu as principais dicas para quem quer ir às compras - físicas ou online - sem ter dor de cabeça.

Segundo Marcelo Barbosa, do Procon Assembleia, com a pandemia, o volume de compras pela internet aumentou muito, o que causou também o aumento de golpistas. De acordo com a advogada Mônica Coelho, integrante do Instituto Defesa Coletiva, em BH, deve-se pesquisar o histórico de preços e a reputação da empresa de onde se está comprando.

Não clique em links

Não acesse links que chegam por Whatsapp, SMS ou email. Segundo Mônica Coelho, 99% das promoções que se dizem exclusivas para estes canais são fraudes. "Se a empresa é séria, ela não vai privilegiar um cliente em detrimento de outros. O que os bandidos estão querendo fazer é puxar os seus dados bancários", avalia.

Marcelo Barbosa diz que nesta sexta-feira (27) já recebeu uma reclamação de uma pessoa que clicou em um link fraudulento e efetuou a compra. "Se o consumidor tiver interesse, ela que digite o endereço do site ou baixe o aplicativo oficial", diz.

Pesquisa de preços

Segundo Mônica Coelho, a primeira coisa que deve ser feita é pesquisar o histórico de preços do produto. "A gente vê que o produto custa R$ 499 durante o ano inteiro. Chega na Black Fiday, eles colocam de R$ 1200 por R$ 500. Você acaba pagando mais caro", diz.

É interessante usar sites de comparativos de preços para saber qual é a média de preços e até o histórico dos valores.

Reputação da loja

Na hora que estiver fazendo a compra, deve-se pesquisar se aquele site que você está comprando é seguro. Para isso, existem sites como o Reclame Aqui e o site do governo consumidor.gov.br. Lá é possível registrar e ter acesso a reclamações de usuários sobre a empresa.

Tire prints durante as etapas

Uma dica valiosa é tirar prints ou fotografar com o celular a tela de cada etapa da compra. Isso ajuda a garantir que você terá direito ao produto pelo preço ofertado, caso a empresa alegue falta de estoque posteriormente.

"Se o produto estava constando como disponível quando você comprou, eles têm que te entregar o produto por aquele valor e não só devolver o dinheiro", disse Mônica.

"As empresas têm o dever de manter as informações de estoque sempre atualizadas", disse Marcelo.

Desconfie de preços muito abaixo do esperado

Normalmente, as empresas oferecem 20% ou 30% de desconto. "Se você achar um Iphone 12 por R$ 1000, por exemplo, é um grande indício de fraude", disse Mônica.

Desistência e troca

Em compras pela internet, você tem direito a desistir da compra em até 7 dias depois do produto chegar na sua casa. No caso de trocas, deve-se observar política da empresa.

Prazo de entrega

Exija um documento que estabeleça um prazo de entrega do produto. Em caso de descumprimento, o consumidor tem direito de exigir a entrega imediata ou a devolução do dinheiro.

Como reclamar

Em caso de problemas com a compra, deve-se reclamar primeiro diretamente com a empresa. "Reforçamos que as empresas tenham nesse momento um canal de atendimento ágil", disse Marcelo.

Se não der solução, deve-se procurar os Procons e o poder Judiciário. O site consumidor.gov.br é novamente uma opção, pois já tem cadastro dos principais magazines do país.

Está precisando mesmo?

Marcelo Barbosa alerta ainda para a parte econômica. "Se não tiver dinheiro, não compre. O consumidor está comprando sem ter dinheiro, sem precisar, achando que agora é o último momento e não é. Vai ter saldão de natal e outras promoções", avalia.