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Economia

Em visita a Ipatinga, Bolsonaro diz que projeto Renda Brasil está suspenso

Presidente esteve presente em evento da Usiminas e criticou o Renda Brasil, dizendo que não irá "tirar dos pobres para dar aos paupérrimos"

Por Da redação

O presidente da República, Jair Bolsonaro, esteve em Ipatinga, no Vale do Aço, na manhã desta quarta-feira (26) para o evento de retomada da produção no alto-forno 1 da Usiminas. O governador Romeu Zema acompanhou a comitiva presidencial.

As atividades do alto-forno estavam paralisadas desde 22 de abril, devido à pandemia. Bolsonaro discursou elogiando a retomada da produção e, mais uma vez, aproveitou o espaço para criticar a imprensa. "No dia em que eu for elogiado pela imprensa, pode ter certeza que o Brasil está indo mal", disse.

Renda Brasil

O presidente também criticou publicamente a proposta do "Renda Brasil", apresentada a ele pela equipe econômica esta semana. Bolsonaro afirmou que o projeto está suspenso e que não vai "tirar (recursos) dos mais pobres" para abastecer o novo programa, apresentado como substituto do Bolsa Família.

"Ontem discutimos a possível proposta do Renda Brasil. E eu falei 'está suspenso', vamos voltar a conversar. A proposta, como a equipe econômica apareceu para mim não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos. Não podemos fazer isso aí", disse Bolsonaro.

Bolsonaro também confirmou que a ideia da equipe econômica era usar o dinheiro que hoje paga o abono salarial de trabalhadores para bancar parte do Renda Brasil, mas deixou claro que não gostou da possibilidade. "Por exemplo, a questão do abono para quem ganha até dois salários mínimos, que seria como um décimo quarto salário... Não podemos tirar isso de 12 milhões de pessoas para dar a um Bolsa Família, um Renda Brasil, seja lá o que for o nome do programa", disse.

O presidente afirmou que o "melhor programa para o País", na visão dele, é a geração de empregos. "Ou o Brasil começa a produzir, a fazer um plano que interessa a todos nós, que é o emprego, ou estamos fadados ao insucesso. Não posso fazer milagre."

Auxílio Emergencial

Bolsonaro também afirmou que as novas parcelas do auxílio emergencial devem ficar acima dos R$ 200 defendidos inicialmente pela equipe econômica, mas abaixo dos atuais R$ 600 destinados aos trabalhadores informais durante a pandemia da covid-19. "O valor não será nem R$ 200, nem R$ 600, estamos discutindo com a equipe econômica", afirmou o presidente.

"O auxílio emergencial custa aproximadamente R$ 50 bilhões por mês. É uma conta pesada. Sabemos que os R$ 600 é pouco para muitos que recebem, mas é muito para o país que se endivida. E, lamentavelmente, como é emergencial temos que ter um ponto final nisso", declarou ele, na cerimônia desta quarta.

Com Agência Estado

Foto: Reprodução/Instagram

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