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Entidades voltam a cobrar reabertura imediata do comércio de Belo Horizonte

Encontro contou com a presença de 16 entidades representativas da cadeia produtiva da capital; grupo pede retomada do diálogo com o Executivo Municipal

Por Lucas Rage e Carol Torres - Economia26/01/2021
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As entidades da cadeia produtiva de Belo Horizonte voltaram a cobrar a retomada das atividades não essenciais da capital. A demanda foi feita em reunião aberta à imprensa, ocorrida na tarde desta terça-feira (26) em formato virtual.

Encabeçado pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, o encontro contou com entidades como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/MG), a Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi), entre outras. Ao todo, mais de 16 entidades participaram da reunião.

Entre as principais críticas apontadas está o fechamento de leitos de UTI e Enfermaria destinados ao tratamento da Covid-19 em BH.

“Em agosto, tínhamos um leito para cada 5.900 pessoas. Hoje temos 1 leito para cada 2.850 pessoas de BH”, afirmou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Outro ponto apontado envolve a taxa de isolamento de BH, que não cresceu em função do decreto imposto pela Prefeitura. “O fechamento do comércio não reduziu a mobilidade das pessoas em BH. O índice de isolamento social da cidade passou de 46,03%, antes do fechamento, para 45%, após o fechamento das atividades”, explicou Marcelo.

A migração de consumidores para outros municípios da Grande BH também foi levantada pelo presidente da CDL/BH. “A população não parou de consumir, mas está levando seu dinheiro para outros municípios, e não BH”, comentou. Dados de 2019 da CDL/BH apontam que Belo Horizonte tem cerca de 150 mil estabelecimentos de comércio e serviços. De acordo com Marcelo de Souza e Silva, a estimativa é que 5% dessas empresas já fecharam as portas durante a pandemia.

"Esse número é apenas uma previsão, pois muitos estabelecimentos fecham as portas e não comunicam oficialmente a Junta Comercial. Estimamos que cerca de 100 mil pessoas já perderam seus empregos e muitas outras ainda vão perder se não houver um plano de apoio para empresas na capital mineira", afirmou Marcelo.

O presidente da CDL/BH também criticou a falta de diálogo com a Prefeitura de Belo Horizonte.

"Esse diálogo acontece de um lado só, pois quando há encontros nós apresentamos propostas e não recebemos resposta da prefeitura. Sem resposta não temos evolução. Se tivéssemos dialogado lá atrás nós já estaríamos com um cenário muito melhor, pois temos inúmeras ações para fazer", disse Marcelo.

Retomada imediata

Na reunião, as entidades reiteraram que a decisão do fechamento do comércio seja revertida de maneira imediata, mesmo que de forma mais restrita e com o funcionamento diferenciado.

O grupo pede ainda que o número de leitos destinados ao tratamento da Covid seja ampliado no município. “O Comitê [de combate à Covid] fala que esse é um pedido antiético da parte do comércio, mas a saúde da população está diretamente ligada à economia da capital”, explica Marcelo de Souza e Silva.

Entre as propostas apresentadas, está a definição de limites mais restritos de ocupação do comércio, com a possibilidade de atendimento na área externa das lojas.

As entidades pedem ainda um reforço nas ações e campanhas de conscientização e apoio da população em geral, além de um reforço nas ações de fiscalização na capital. 

A CDL/BH pede ainda a criação de um plano emergencial de recuperação econômica do comércio da capital, visando a retomada de empresas prejudicadas pela pandemia.