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Pandemia pode fechar 25% dos bares de Minas Gerais, diz Abrasel/MG

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Rodrigues, descumprimento de regras por parte de bares e restaurantes prejudica a retomada do comércio

Por Lucas Rage - Economia11/05/2020
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"Os justos pagam pelos pecadores". Essa foi a análise do presidente da Abrasel/MG, Ricardo Rodrigues, sobre o descumprimento das regras de flexibilização do isolamento social por parte de bares e restaurantes de Minas Gerais.

A análise foi feita em entrevista ao Central 98, em resposta ao endurecimento das regras de quarentena em Nova Lima. Na última sexta-feira (08), restaurantes do município desrespeitaram as normas de flexibilização do isolamento — entre elas o uso obrigatório de máscaras, a capacidade máxima dos estabelecimentos e o distanciamento entre mesas. Para Rodrigues, se bares e restaurantes não seguirem à risca as normas propostas por autoridades de saúde, o retorno dos estabelecimentos pode demorar ainda mais.

Ainda segundo o presidente da Abrasel/MG, o fechamento do comércio por conta da pandemia de Covid-19 pode levar ao fechamento de 20 a 25% dos bares e restaurantes do estado. A retomada da economia em BH vem sendo discutida em um comitê formado por integrantes do Legislativo Municipal, a Abrasel/MG, o Sindilojas/BH e a CDL/BH.

Cartilha orienta empresas

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) lançou uma cartilha com orientações para a futura reabertura dos estabelecimentos. Entre as recomendações estão a redução da capacidade de público e separação mínima de 1 metro entre as cadeiras ou 2 metros entre as mesas e uso de modelo de cardápio plastificado, que possa ser higienizado após o uso. Veja as orientações:

  • Redução da capacidade de público e separação mínima de 1 metro entre as cadeiras ou 2 metros entre as mesas;
  • distanciamento de 1 metro entre pessoas nas filas de entrada ou para o pagamento;
  • uso de modelo de cardápio plastificado, que possa ser higienizado após o uso, ou de menu em lousas ou nas paredes;
  • disponibilização de álcool em gel 70% na entrada, caixa e em pontos estratégicos;
  • uso de lixeiras com tampa e pedal, nunca com acionamento manual;
  • higienização de comandas em cartão e das maquininhas de pagamento a cada uso;
  • instalação de barreira de acrílico no caixa;
  • limpeza e higienização de mesas e cadeiras após cada refeição e desinfecção de objetos e superfícies que sejam tocados com frequência;
  • reforço da higienização dos alimentos crus como frutas, legumes e verduras;
  • Em restaurantes por quilo, ter funcionários para servir os clientes, equipados com luvas e máscara, ou oferecer luvas de plástico descartáveis;
  • no sistema buffet, os alimentos devem ter bloqueio de placas de acrílico ou vidro, com protetores salivares com fechamentos laterais e frontal;
  • oferta de talheres em embalagens individuais; orientar clientes sobre a importância de evitar o compartilhamento de talheres, copos e outros objetos à mesa, como o telefone celular;
  • se a legislação local exigir que os clientes usem máscara ao entrar no estabelecimento, avaliar a possibilidade de oferecer máscaras descartáveis.

Confira a entrevista completa com o presidente da Abrasel/MG:



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