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Renault readmite 747 metalúrgicos e greve de 20 dias é encerrada

Montadora deixou de produzir 25 mil carros neste período levando prejuízo aos vendedores e concessionárias de todo o Brasil

Por Marcello Oliveira - Economia12/08/2020
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Chegou ao fim a greve dos Metalúrgicos da Grande Curitiba após 20 dias de paralisação nas linhas de montagem da Renault. Os 747 trabalhadores demitidos foram readmitidos, mas a montadora abriu um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) com melhores incentivos do que o proposto anteriormente. A greve afetou fortemente as operações da Renault em todo o Brasil. Em Belo Horizonte, funcionários de concessionárias que conversaram com nossa reportagem e não quiseram se identificar, alegaram falta de carros para venda e showroom das lojas vazios. Restaram poucos modelos que são de estoque anterior à pandemia. Os modelos mais vendidos da marca se esgotaram e os lojistas não têm previsão de novas vendas aos clientes, o que acentuou ainda mais a crise dessas lojas, que já enfrentavam dificuldades por causa do fechamento do comércio por causa da pandemia. Não há como vender e nem previsão de entrega dos modelos Kwid, Duster e algumas versões do Sandero. Apenas poucas unidades do Logan, Captur e versões mais básicas do Sandero ainda estão disponíveis, o que dificulta o trabalho dos vendedores e desestimula o interesse do consumidor. "Cliente interessado nós temos, só não temos o carro para entregar e com isso perdemos a venda, se a situação com a pandemia está ruim para todo mundo, para quem trabalha em concessionária Renault está pior ainda", desabafou um vendedor de uma concessionária da marca em BH que preferiu não se identificar.

A Renault se viu obrigada a negociar após perder na Justiça do Trabalho. O sindicato conseguiu liminar que considerou a demissão coletiva irregular e determinava dos demitidos. Para o presidente do sindicato, Sérgio Butka, a proposta possibilita a manutenção de empregos daqui para frente e atende as demandas da empresa.

“Com aprovação da proposta teremos garantia de pilares de competitividade que precisamos para o futuro da Renault do Brasil”, diz a montadora em comunicado distribuído aos funcionários. A marca condiciona as demissões dentro do PDV como forma de negociar a produção de novos modelos no complexo com a matriz da França.

O acordo inclui ainda a suspensão de reajustes salariais neste ano e no próximo – será pago um abono de R$ 2,5 mil no período e reposição pelo INPC em 2022. O PPR deste ano deve ficar em R$ 13,9 mil, caso a produção se confirme em 186 mil veículos. Se nos três anos seguintes os volumes a serem definidos serão pagos, respectivamente, R$ 27 mil, R$ 27,5 mil e R$ 28 mil. Novas contratações terão salários 20% inferiores aos atuais.

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