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Vai subir de novo! Petrobras anuncia nova alta da gasolina e do diesel

Combustíveis vão ficar até 5% mais caros, a partir de amanhã; reajuste acontece em meio a protestos de tanqueiros e críticas de Bolsonaro

Por Lucas Rage (Com Estadão Conteúdo) - Economia01/03/2021
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A Petrobras vai subir novamente os preços da gasolina e do diesel nas refinarias da estatal. O reajuste acontece a partir de terça-feira (2), e foi comunicado nesta segunda (01) pela companhia.

Com a alta, o preço médio da gasolina passa a ser de R$ 2,60 o litro, um reajuste de 12 centavos (4,8%). Já o litro do diesel passa de R$ 2,58 para R$ 2,71, em uma alta de 5%.

Essa é a quinta alta nos preços da gasolina, e quarta alta para o valor do diesel. O reajuste acontece uma semana após o presidente Jair Bolsonaro pedir a substituição de Roberto Castello Branco na presidência da Petrobras. 

A Política de Reajuste de Preços da Petrobras vem sendo criticada pelo Palácio do Alvorada. Em Minas Gerais, a tributação do diesel motivou protestos de tanqueiros e desabastecimento em postos de combustíveis em diversas regiões do estado.

Acumulado

O novo aumento eleva a alta acumulada no ano para 33,9% no caso do diesel; 41,6% na gasolina e 17,1% no gás de cozinha.

Bolsonaro anunciou que ia zerar os impostos federais (PIS/Pasep/Confins) sobre o diesel e o gás de cozinha a partir de hoje (1/3), para amenizar o impacto dos reajustes de preços feitos pela estatal, mas, até o momento nenhuma medida nesse sentido foi anunciada. Mesmo se tivesse zerado os impostos para o diesel por dois meses, e para o gás de cozinha indefinidamente, como havia proposto Bolsonaro, o novo aumento anularia qualquer efeito para o consumidor nos postos de abastecimento.

As distribuidoras já haviam inclusive informado à revenda (postos) que não iriam repassar a queda do tributo, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili.

A alta dos combustíveis foi o estopim para a demissão do atual presidente da Petrobras, que assim como seu antecessor, pratica a política de paridade com os preços internacionais (PPI), que acompanha a cotação do petróleo e seus derivados no mercado global. Depois de ter chegado a custar US$ 20 o barril no auge da pandemia no ano passado (abril/maio), a commodity do tipo Brent hoje é negociada a mais de US$ 60 o barril, e vem dando sinais de continuidade de alta impulsionada pelo otimismo, principalmente em relação à economia norte-americana.

A partir da terça-feira, o litro da gasolina estará R$ 0,12 mais caro nas refinarias, subindo para R$ 2,60 o litro, alta de 4,8% em relação ao preço anterior. Já o diesel terá reajuste de R$ 0,13 por litro, para R$ 2,71, um aumento de 5% contra o último preço praticado pela estatal. O gás de cozinha também terá aumento de 5%, para um preço médio da ordem da R$ 39,69 o botijão de 13 quilos.