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Aulas virtuais em Minas: deputada denuncia que apostila tem erros e plágios

Conteúdo foi analisado por professores da rede estadual, pedagogos, e pós-graduandos da UFMG que apontaram 42 problemas de ortografia e gramática, 122 plágios e 89 conteúdos errados.

Por Fernando Motta - Educação10/06/2020
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As atividades escolares não presenciais que vêm sendo adotadas durante a pandemia têm sido alvo de críticas por parte de professores, pesquisadores, pais e alunos da rede estadual de ensino. As aulas remotas foram tema de audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A principal queixa é a falta de acesso à internet por parte dos alunos, o que prejudica mais de 700 mil estudantes sem conexão.

A deputada Estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG conversou com o Central 98 na manhã desta quarta-feira (10) e denunciou que a apostila do plano tutorado entregue para os alunos contém erros e plágios.

O conteúdo foi analisado por professores da rede estadual, pedagogos, e pós-graduandos da UFMG que apontaram 42 problemas de ortografia e gramática, 122 plágios e 89 conteúdos errados.

"Esse plano tutorado, na audiência foi o que mais nos assustou. Quer dizer que é o Estado que está fornecendo material com erros de informação. Com conteúdos que não correspondem à realidade. Isso é gravíssimo", apontou a deputada.

Segundo ela, um projeto de lei foi apresentado solicitando ao Estado que esse modelo tenha fim e que, no lugar dele, seja construído um processo com especialistas. "A organização, me parece, inclusive das apostilas, não contou com especialistas", disse.

Modelo excludente

Segundo Cerqueira, o modelo não-presencial é excludente, já que depende de acesso à internet e dispositivos eletrônicos.

"O modelo exclui de 40 a 50% dos estudantes matriculados. Coloca numa condição de muito estresse e tensionamento as famílias que não estavam preparados pra esse formato que exige, celular, computador, que exige que o pai e a mãe ou alguém da família esteja presente com a criança para assistir as aulas na TV - onde o sinal da TV Minas chega, além de um modelo de aplicativo com quase nenhuma funcionalidade", avaliou.

A deputada contou que há relatos de famílias que se endividaram para comprar um celular a prazo, com medo de que a criança tenha prejuízo no processo de aprendizagem.

Queixas dos professores

Segundo a deputada, os professores têm se queixado de que os estudante não participam das teleaulas. "Recebi um relato ontem de que numa média de 35 alunos, 5 ou 6 participam das teleaulas".

Além disso, há denúncias de sobrecarga de trabalho. "Um professor chegou a receber 100 mil mensagens pelo whatsapp", contou.

Confira a entrevista completa: