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Professores em greve em BH terão cortes de salário, diz subsecretária

Professores da rede municipal de ensino de BH decidiram pela greve sanitária no último dia 20, agora PBH diz que corte salarial não é escolha do prefeito, mas está na constituição

Por Lucas Ragazzi e Marcello Oliveira - Educação29/04/2021
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A subsecretária municipal de educação de Belo Horizonte, Natália Araújo, afirmou durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara Municipal de BH, nesta quinta-feira (29), que os professores que aderirem à greve terão sim os salários cortados. “Não há direito de greve”, disse ela na reunião online com vereadores. A subsecretaria disse que “haverá corte sim de salário, isso quem decide não é o prefeito, é a nossa constituição”, completou.

 No dia 20 de abril, os professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte decidiram pela greve sanitária, alegando que os funcionários das escolas não têm condições seguras de retornarem aos trabalhos por causa da pandemia de Covid-19.

 "É uma greve em defesa da vida. A gente mantém o atendimento aos estudantes de forma remota, o teletrabalho, mas não voltamos presencialmente às escolas", disse Vanessa Portugal, presidente do Sindi-Rede durante a assembleia realizada o último dia 20.

O que dizem os professores?

Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte (Sind-Rede), afirmou que a greve é um direito previsto na Constituição. Diz, ainda, que a greve sanitária ampara-se na ausência de condições adequadas para afastar riscos graves e iminentes de exposição da saúde no ambiente de trabalho e no deslocamento. 

“A existência de uma pandemia, que está matando mais de 3.000 pessoas por dia no país e que aponta para o aumento do risco de contaminação e morte dos envolvidos na atividade escolar, e em toda a comunidade no entorno, é suficiente para afirmamos que existe um risco eminente à saúde dos Trabalhadores em Educação, das crianças e suas famílias”, explica o Sind-Rede. 

Por fim, diz que a greve não é egoísta e que lutam para que todos os trabalhadores sejam vacinados.