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Atacante Ademir se pronuncia sobre polêmica antes da partida contra o Treze

Atacante utilizou as redes sociais para se contar a sua versão do ocorrido em Campina Grande, pouco antes da partida contra o Treze-PB, pela Copa do Brasil.

Por Vinícius Silveira - Esporte19/03/2021
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Nos últimos dois dias, o atacante Ademir virou o centro das atenções do América, e não é pelas boas atuações que o tornaram titular do time, mas por não ter entrado em campo. Pouco antes da partida contra o Treze-PB, pela Copa do Brasil, o jogador se recusou a seguir para o estádio e ficou no hotel.

Pouco mais de 24 horas após o ocorrido, o atacante Ademir utilizou de uma de suas redes sociais para contar a história. O camisa 11 justificou que foi informado que o América teria recebido uma proposta por ele e que não poderia jogar. No dia da partida, outra informação teria chegado dando conta de que não existia proposta e ele não jogaria.

Na quarta-feira à tarde fui informado, pelo clube, pouco antes do treino, que não iria entrar em campo no dia seguinte, pois o América teria aceitado uma proposta e iria me negociar. A partir desse momento, fui colocado para treinar no time reserva e automaticamente já não mais me preparei para o jogo no dia seguinte. Ontem, por volta das 11 horas, fui informado também por pessoas do clube, de que não havia proposta e que eu teria que jogar. Entendo o lado do clube, mas e o meu lado?

Se teve alguma mudança relacionada a liberar ou não, poderia ter sido avisado no mesmo dia que fui informado que não iria jogar, automaticamente iria me recompor de toda a situação”.

Confira a íntegra da declaração de Ademir sobre o ocorrido

Gostaria de tornar público a minha versão dos fatos acontecidos no dia de ontem, antes da partida contra o Treze-PA. Em respeito ao América FC e sua torcida, que sempre me apoiou nestes quase três anos vestindo essa camisa, seja em momentos difíceis, de muita luta e trabalho, ou de muita alegria também. Antes de qualquer coisa, quero expressar minha gratidão ao clube que me proporcionou realizar grandes sonhos e me concedeu oportunidades, mas, naturalmente, o torcedor me atacou sem escutar o outro lado da história.

Na quarta-feira à tarde fui informado, pelo clube, pouco antes do treino, que não iria entrar em campo no dia seguinte, pois o América teria aceitado uma proposta e iria me negociar. A partir desse momento, fui colocado para treinar no time reserva e automaticamente já não mais me preparei para o jogo no dia seguinte.

Ontem, por volta das 11 horas, fui informado também por pessoas do clube, de que não havia proposta e que eu teria que jogar. Entendo o lado do clube, mas e o meu lado?

Se teve alguma mudança relacionada a liberar ou não, poderia ter sido avisado no mesmo dia que fui informado que não iria jogar, automaticamente iria me recompor de toda a situação, buscaria entender o porque da mudança e me prepararia para a partida. Mas com poucas horas de antecedência isso me foi passado, não achei viável e honesto da minha parte entrar em campo sem ter me preparado, principalmente psicologicamente, pois senti que não iria render o que eu posso render, por toda a situação que foi criada e poderia prejudicar a equipe ao invés de ajudar.

Honestamente, estou sendo rotulado de ingrato, de desonesto, de mercenário, e de muitas outras coisas. Entendo que quando se escuta somente uma parte da história, as emoções vem à flor da pele.

Peço, novamente, desculpas a todos, à instituição América Futebol Clube, sua torcida apaixonada que é, que sempre me apoiou, mas espero que entendam toda a situação.

O que a torcida até agora não sabe e é um exemplo do meu compromisso com o clube, foi a renovação de contrato que fiz no final do ano 2020, faltando dois meses para o termino. Poderia muito bem ter saído de graça e prejudicado a instituição. Mas fiz o que muitos não fariam. Tive várias propostas bem melhores, financeiramente falando, para sair, mas preferi que o clube tivesse um retorno pelo fato de terem apostado em mim durante esses anos e renovei.

Não irei comentar os ataques pessoais sofridos nas declarações, primeiro por entender que este assunto deveria ter sido tratado internamente e também venho de uma família humilde, porém educada e de modo algum irei me rebaixar ao mesmo teor das falas proferidas.

Fui o mais honesto possível, para não prejudicar o América FC. Sei muito bem da grandeza deste clube e reconheço que nenhum atleta, funcionário ou dirigente é maior do que a instituição.

Estou à disposição da comissão técnica para ajudar a equipe como sempre fiz.

Ademir”

O presidente do América, Alencar da Silveira Júnior chegou a chamar de “molecagem” a atitude de Ademir no dia da partida, e nesta sexta-feira (19), o Coelho havia se pronunciado dizendo que iria tratar do assunto internamente. A reportagem da 98 procurou o clube, que manteve o mesmo posicionamento.

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