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Cruzeiro entrega ao MPMG relatório com gastos irregulares

Documento foi levado ao MPMG revelando gastos irregulares ou suspeitos realizados pela gestão passada

Por Vinícius Silveira - Esporte18/05/2020
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Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Nesta segunda-feira (18), o Cruzeiro foi ao Ministério Público de Minas Gerais entregar um relatório completo dos gastos realizados pelo clube entre dezembro de 2017 e dezembro de 2019. O documento com as informações foi feito após um trabalho realizado pela Kroll, uma empresa contratada para investigar possíveis irregularidades na gestão passada liderada por Wagner Pires de Sá.

De acordo com o documento divulgado pelo Cruzeiro, a Kroll foi contratada no começo do mês de março, com acesso total aos arquivos do clube e a investigação durou até o dia de 15 de maio. Kris Brettas, Superintendente Jurídico do Cruzeiro comentou sobre o trabalho apresentado.

"O relatório é muito amplo e envolve diversos aspectos dentro do Clube. O que a gente pode dizer é que muita coisa poderá não ser considerada como um crime, mas que pode ser trabalhada pelo futuro presidente. O relatório servirá para que o próximo presidente busque um ressarcimento daquilo que é considerado como má gestão do Clube. Infelizmente não podemos divulgar os dados pois envolve sigilo de informações, o que poderia prejudicar as investigações e o reembolso. O que desejamos neste momento é o ressarcimento de tudo o que foi indevidamente retirado", declarou Kris Brettas ao site oficial do Cruzeiro.

Dentro do documento divulgado pelo Cruzeiro, a Kroll mostrou a metodologia realizada para fazer a investigação nos arquivos do clube.

A metodologia de investigação da Kroll abrangeu um estudo dos processos e procedimentos internos do Cruzeiro, seguido do mapeamento de conexões familiares e empresariais de 645 pessoas consideradas relevantes. Também foram coletados e analisados documentos corporativos, bases financeiro-contábeis e 214 GB de dados eletrônicos advindos de computadores do Cruzeiro. Ao todo, foram analisados 795 documentos, 1.116 transações financeiras e 803 comunicações eletrônicas”.

Durante as investigações realizadas pela empresa, algumas situações foram detectadas como:

- Pagamento de mais de 13 milhões de reais em contratos para intermediação em negociações envolvendo atletas. As participações não foram cadastradas pela CBF.

- Oferecimento de direitos econômicos em dois contratos como forma de pagamentos de dívidas. Dentre eles, um garoto que, na época, tinha nove anos. A atividade é proibida pelo Regulamento Geral de Registro e Transferência de Atletas da CBF baseado em documento da FIFA, além de proibir qualquer negociação de atletas menores de 16 anos.

- As despesas aumentaram 50% entre 2018 e 2019, tomando por base o biênio 2016 e 2017, passando de 770.097,107 reais para 1.180.676.437. Os salários, que somavam 20% da receita do clube, passaram a 50%.

- Despesas pessoais e não identificadas como do Cruzeiro chegaram a mais de 80 mil reais e foram pagas pelo cartão corporativo do clube. Os gastos foram feitos em lojas de eletrônicos, roupas, clínicas de saúde, bebidas, resorts e casas de entretenimento adulto.

- Pagamentos de mais de seis milhões de reais a empresas ligadas a 52 conselheiros, mesmo com o estatuto do clube proibindo estas atividades.

- Pagamentos de mais de dois milhões de reais a empresas jurídicas, tributárias e de engenharia. As atividades continham a descrição genérica e não haviam comprovação de serviços prestados.

Veja o documento divulgado pelo Cruzeiro na íntegra. Clique aqui.

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