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Em audiência, Mano Menezes e Cruzeiro não chegam a um acordo

Sem acordo entre as partes, a juíza Solainy Beltrão dos Santos dará a sentença

Por Vinícius Silveira - Esporte28/07/2020
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Foto: Divulgação/Cruzeiro

Em nova audiência na 42ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, o técnico Mano Menezes e o Cruzeiro não chegaram a um acordo na ação movida pelo treinador. O encontro foi realizado na manhã de hoje e sem uma definição, a juíza Solainy Beltrão dos Santos dará a sentença dentro do prazo legal.

A primeira audiência deveria ter acontecido na semana passada, porém, Mano Menezes e seu advogado não compareceram alegando problemas técnicos na videoconferência. A juíza aceitou a justificativa do treinador e remarcou o encontro para esta terça-feira (28).

Na audiência de hoje, o técnico Mano Menezes declarou que fez acordo verbal com Marcelo Djian e Marcone Barbosa, concordando com as cláusulas contratuais na rescisão por confiar nos três anos em que ficou no Cruzeiro e ainda abriu mão da multa do FGTS.

Depoente e clube reclamado firmaram acordo verbal na presença do diretor executivo (Marcelo Djan) e diretor de futebol (Marcone Barbosa) para extinção contratual, devido aos resultados negativos que estavam sendo apresentados; o referido acordo abririam mão da indenização do FGTS e reciprocamente das multas pela iniciativa da extinção contratual; o termo de resilição foi apresentado ao depoente pelo preposto e a única coisa que o depoente pode discutir foi o parcelamento; concordou com as cláusulas constantes na resilição por confiar na relação de 3 anos mantida com o clube; cerca e 30 dias após a resilição com o reclamado, o depoente se recolocou o mercado de trabalho”.

Por outro lado, Benecy Queiroz, que representou o Cruzeiro na audiência justificou o não cumprimento do acordo devido aos problemas financeiros do clube.

“Acompanhou a rescisão contratual do autor; encaminhou ao reclamante, que estava em São Paulo, o termos da rescisão, sendo que o reclamante concordou e devolveu o termo; o reclamante poderia não concordar com o trato de rescisão e modificá-lo; o encaminhamento se deu através de e-mail; o termo de rescisão contratual foi assinado 2 dias após o pedido de dispensa efetuado pelo autor, ao que se recorda; foram feitas 2 versões de rescisão, sendo uma com previsão de indenização de 40% do FGTS e outra sem a previsão, ante o pedido de rescisão pelo reclamante, de comum acordo; não sabe dizer se foi entregue ao reclamante somente a via sem previsão da multa, pois isso compete ao RH; quanto foi firmado o pacto da rescisão possuía ciência das dificuldades financeiras do clube; a intenção era adimplir o que foi pactuado com o reclamante, mas devido a problemas financeiros supervenientes não conseguiu cumprir o pactuado; não tinha ideia de que não poderia cumprir a primeira parte do acordo, pois quando foi firmado como reclamante acreditava que seria possível o pagamento”.

A juíza indeferiu os pedidos do Cruzeiro para o arquivamento do processo, por conta da ausência do treinador na sessão passada. Da mesma maneira, a magistrada também recusou o pedido de Mano Menezes para que a ação seguisse em segredo de justiça.