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Ex-membro do Conselho Gestor do Cruzeiro se pronuncia por devolução de Angulo

Jogador foi contratado no mês de março e por conta da pandemia do coronavírus não teve oportunidade de estrear oficialmente pelo clube celeste

Por Guilherme Souza - Esporte22/07/2020
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Na tarde desta quarta-feira (22), o Cruzeiro foi surpreendido com um pedido de retorno, solicitado pelo Palmeiras, em relação ao atacante colombiano Ivan Angulo, emprestado ao clube celeste até o final do ano.

Angulo foi contratado durante a paralisação do futebol, acusada pela pandemia do novo coronavírus. Na ocasião da chegada, no mês de março, o clube era gerido pelo Conselho Gestor (Núcleo responsável pela administração do clube entre dezembro de 2019 e maio de 2020).

O Interlocutor de Futebol do Cruzeiro durante a passagem do Conselho Gestor pelo clube, Carlos Ferreira Rocha, emitiu um comunicado, direcionado ao “Grupo Transparência”, visando esclarecer assuntos relacionados à negociação. 

Confira a nota:

"Pessoal vou me manifestar sobre o caso Angulo.

Iniciamos as negociações em fevereiro onde entre palmeiras e Cruzeiro já estava praticamente acertado, porém seu agente exigia uma comissão de 200.000 valor este, que eu vetei na ocasião e o negócio esfriou.

Fizemos posteriormente uma contraproposta de 100.000 e ficamos à espera de um posicionamento do agente.

Mais adiante, ele após pressão de todos os lados, aceitou nossa proposta.

No contrato entre Cruzeiro e palmeiras rezava o seguinte:

O Cruzeiro não pagaria nada ao palmeiras pelo empréstimo e ainda pagaria apenas 30% do salário do jogador, que seria ainda à título de direito de imagem, desta forma sem acréscimo de encargos trabalhistas.

Na ocasião desta contratação, não tínhamos a mínima ideia dos efeitos desta pandemia, naquele momento o cenário era de incertezas. 

Jamais iríamos imaginar que o Palmeiras iria se desfazer do Dudu, que o Rony seria punido pela fifa e que o Gabriel veron iria se lesionar.

Seria ilusão nossa achar que o Palmeiras iria; 

a)emprestar o jogador sem custos

b) pagando 70% dos salários

c) arcando com todos encargos trabalhistas e ainda pagar por uma recisão contratual.

Será que diante dessas inúmeras vantagens cedidas ao Cruzeiro, oriundas de uma parceria de irmãos, consolidada ao longo de décadas, ainda iria aceitar a exclusão desta cláusula?

Inúmeras Tentativas desta exclusão foram propostas porém recusadas, vale lembrar que este tipo de cláusula e, comum nos contratos de empréstimos firmados sem ônus ao clube contratante, isso é regra no futebol brasileiro.

Entretanto era melhor naquela ocasião e, diante de nossas limitações financeiras, aceitar essa condição. 

Era uma aposta em um jogador de grande qualidade, que tinha um percentual muito elevado de êxito.

Ou seja, se não houvesse estes fatos improváveis no palmeiras, certamente ele iria ficar e, o custo benefício seria vantajoso para o Cruzeiro.

Quando citam nas redes sociais que Renato Kaiser foi para o AG sem esta cláusula, não sabem que o empréstimo foi oneroso e ainda com o passe fixado.

Quando o Jhonatan Robert teve sua volta requisitada pelo Grêmio, não sabem que ele veio sem passe fixado, sem ônus e ainda com os salários pagos integralmente pelo Grêmio.

Porém, neste caso, o Cruzeiro tem a faculdade de escolher outro jogador, e só exercer esse direito.

Ficar atrás de um smartphone ou um computador, promovendo uma execução sumária de um Grupo, que dedicaram 24 horas ao Cruzeiro, sem remuneração, tão somente por puro amor ao clube, sem nenhuma vaidade é no mínimo uma tremenda covardia".