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Páginas Heroicas: 15 anos gritando “É campeão” – Internacionais

Nos anos 1990, muitos torneios internacionais eram disputados e o Cruzeiro não perdeu a chance de elevar seu nome no futebol sul-americano e mundial

Por Vinícius Silveira - Esporte02/01/2021
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Foto: Reprodução/Site Oficial Cruzeiro

Após o título da Libertadores em 1976, e o vice-campeonato, em 1977, o Cruzeiro voltou a cena do futebol sul-americano com a criação da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Como o próprio nome falava, apenas os campeões da maior competição interclubes da América do Sul poderiam disputar.

Em 1988, o Cruzeiro quase levou o título, mas parou no Racing-ARG. Mesmo com o vice-campeonato, o time celeste não demoraria muito para levantar a taça do torneio, como também voltar a disputar a Taça Libertadores da América.

BICAMPEÃO DA SUPERCOPA

Para disputar a Supercopa de 1991, o presidente do Cruzeiro, César Masci trouxe ao clube Ênio Andrade, que havia conquistado o título mineiro em 1990, e conhecia boa parte do elenco. A receita deu certo.

Após eliminar Colo-Colo-CHI, Nacional-URU e Olímpia-PAR, o Cruzeiro encarou o River Plate-ARG, mesmo adversário da final da Libertadores, em 1976. Como era de se esperar, o time argentino não deu chances e venceu o primeiro jogo, no Monumental de Nuñez, por 2 a 0. Caberia ao time celeste vencer por três gols de diferença para ficar com a taça.

Com muita garra em campo e o estádio Mineirão totalmente colorido de azul e branco, o Cruzeiro reverteu o resultado do primeiro jogo e venceu por 3 a 0, com gols de Ademir e Mário Tilico, duas vezes.

No ano seguinte, com alguns jogadores mantidos e contratações pontuais, como as de Roberto e Renato Gaúcho, o zagueiro Luizinho, e o lateral-direito Paulo Roberto, o Cruzeiro fez uma campanha ainda melhor e chegou à decisão contra o Racing-ARG, o algoz de 1988.

Mesmo sendo o adversário de quatro anos antes, o Cruzeiro foi implacável e goleou na partida de ida, por 4 a 0. Roberto Gaúcho, duas vezes, Luiz Fernando Flores e Marco Antônio Boiadeiro fizeram os gols. Na partida de volta, a derrota por 1 a 0 não tirou o brilho da festa do bicampeonato da Supercopa. O detalhe da conquista foi o público do Cruzeiro na competição. Mais de 73 mil torcedores de média, algo impressionante para a época.

Vale ressaltar que o Cruzeiro quase foi tricampeão da Supercopa. Em 1996, o time celeste encarou o Velez Sarsfield-ARG, do goleiro paraguaio Chilavert, e ficou com o vice-campeonato.

APÓS 21 ANOS, A AMÉRICA PERTENCE AO CRUZEIRO

Em 1997, o Cruzeiro voltou a disputa da Libertadores graças a conquista da Copa do Brasil no ano anterior. No entanto, algumas mudanças aconteceram, entre elas, no comando técnico. Saía Levir Culpi para o futebol japonês e chegava Oscar Bernardi.

A mudança não teve efeito positivo nos primeiros jogos e o Cruzeiro perdeu as três primeiras partidas no grupo, tornando difícil a classificação para a próxima fase. Oscar Bernardi saiu do time celeste logo após a primeira partida e a diretoria celeste trouxe Paulo Autuori.

O Cruzeiro venceu as três partidas do returno da primeira fase e garantiu a vaga para o mata-mata. O time celeste eliminou El Nacional-EQU, Grêmio e Colo-Colo-CHI até chegar à decisão contra o Sporting Cristal-PER.

Na partida de ida, os dois times empataram sem gols em Lima. No jogo de volta, mais 95 mil torcedores pagantes viram o canhoto Elivelton fazer o gol do título com a perna direita, aos 30 minutos do segundo tempo. Minutos antes, Dida já havia feito uma defesa monumental, garantindo o empate naquele momento. Com o título da Libertadores, o Cruzeiro se classificou para o Mundial Interclubes pela segunda vez.

COPA MASTER, OURO E RECOPA

A Confederação Sul-Americana não tinha apenas Supercopa, Taça Libertadores da América e a Copa Conmebol como torneios em disputa, mas alguns outros campeonatos também eram programados. O Cruzeiro sempre entrou e para ganhar.

Em 1995, o Cruzeiro disputou a Copa Master contra o Olímpia-PAR. No primeiro jogo, os dois times empataram sem gols em Assunção, no Paraguai. Na partida de volta, com gol de Marcelo Ramos cobrando pênalti, o time celeste venceu por 1 a 0, levantou a taça.

Meses depois, o Cruzeiro enfrentou o São Paulo valendo por duas competições ao mesmo tempo: final da Copa Ouro e jogo de ida das quartas de final da Supercopa da Libertadores. No primeiro jogo, o árbitro Wilson de Souza Mendonça expulsou quatro jogadores cruzeirenses. A partida terminou no começo do segundo tempo após lesão de Luiz Fernando Flores Sem o número mínimo de jogadores permitido, o árbitro deu a partida por encerrado e manteve o resultado de 1 a 0 para o tricolor paulista.

No jogo de volta, Dinei fez o gol da vitória cruzeirense e levou a disputa para os pênaltis. Ao final das cobranças, o Cruzeiro venceu por 4 a 1, levantando a taça da Copa Ouro e garantindo vaga na semifinal da Supercopa.

Em 1999, o Cruzeiro encarou o River Plate pela Recopa Sul-Americana de 1998. A disputa correspondia aos títulos da Libertadores, conquistado pelos celestes, e da Supercopa, levado pelo time argentino. Todos em 1997. As duas partidas também eram referentes a primeira fase da Copa Mercosul de 1999.

No primeiro jogo, vitória do Cruzeiro, por 2 a 0, gols de Müller e Geovanni. A partida de volta foi ainda mais fácil. No Monumental de Nuñez, o time celeste venceu por 3 a 0, com gols de Geovanni, Marcelo Ramos e Gustavo.