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Paulo Braz esclarece aumento da dívida do Atlético no balanço financeiro de 2019

Após a divulgação do balanço financeiro do clube pelo jornalista Rodrigo Capelo, diretor de finanças e orçamento do Atlético esclarece números do clube no programa Arena 98

Por Vinícius Silveira - Esporte29/05/2020
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Foto: Bruno Cantini/Atlético

Na noite da última quinta-feira (28), o jornalista Rodrigo Capelo, do jornal O Globo divulgou números do balanço financeiro do Atlético referentes ao ano de 2019. Entre as informações divulgadas, está o valor de R$ 94 milhões no aumento da dívida do clube em relação ao ano de 2018, levando ao somatório de R$ 746 milhões.

No programa Arena 98 desta sexta-feira (29), o diretor de finanças e orçamento do Atlético, Paulo Braz esclareceu algumas situações referentes ao balanço financeiro do clube.

Sobre o aumento da dívida do clube

"De maneira geral, os sites e as pessoas que escrevem sobre este endividamento, elas se valem do endividamento líquido, ou seja, aquilo que se tem a pagar, menos o montante que se tem para receber. E não é considerado coisas como investimento, coisas que não são nem próxima e nem imediata. Pegam tudo o que tem no ativo e depois no passivo e fica demonstrado. Na publicação da Ernst & Young e outras que vieram ao mercado, é basicamente utilizado o endividamento líquido". Braz ainda acrescentou: "Nós fomos apertando o nosso presidente dizendo que precisávamos de mais dinheiro, montamos as nossas estratégias e as negociações de jogadores aconteceram no final do ano. Foram fechadas e algumas até concretizadas no mês de janeiro de 2020, como o caso do Cleiton [goleiro vendido ao Red Bull Bragantino]. Nós temos valores importantes a receber que estão no ativo".

"Eu falei ontem com o Rodrigo Capelo e disse que não fazia sentido. Nós estamos falando de endividamento bruto. Ele sabe que vendi jogadores no final do ano e em janeiro. Ele [Rodrigo Capelo] é uma pessoa que tenho um bom relacionamento, sempre me atende muito bem, mas neste aspecto eu discordo dele. Esta cifra é assustadora e não condiz com a realidade. Então, a dívida do clube é na casa de R$ 655 milhões. Quando comparo o endividamento líquido do ano anterior com este ano, eu tive um aumento na casa de R$ 60 milhões e este valor é, basicamente, a correção do débito do passado. O Atlético não vem conseguindo amortizar a dívida. Então, todo o ano tem que se reconhecer as dívidas. Paga aqui, refinancia ali e assim vai fazendo. Isto tem sido uma ocorrência ao longo dos anos".

Braz também detalhou as providências tomadas para reduzir as dívidas do Atlético

"O que nós estamos fazendo para mudar isso? Nós precisamos mudar. Se a coisa não vai para o lado da receita, vamos para a despesa. A gente precisa criar fatores, eventos que, de fato, permitam uma redução do endividamento. Para isto, nós contratamos várias empresas. A Ernst & Young fez o trabalho no Flamengo que tinha este mesmo problema. Coincidentemente, a dívida, na época, era muito parecida com a nossa e hoje eles tem outra realidade. Esta foi a referência que eu tive no sentido de buscar a Ernst & Young, que já fizeram vários trabalhos por clubes no Brasil e é o que existe de melhor no mercado e está se dando bem".

"A Ernst & Young está na fase 2 e logo nós iremos traçar o que iremos fazer a nível de futuro para mudar esta lógica e eliminar este endividamento como fizeram vários clubes do Brasil. Nós contratamos a Falconi que está com o trabalho extremamente avançado e revisando todos os custos do clube. E aí vai sair um momento em que saberemos o que é necessário e o que não é. O que pode ser negociado e o que não pode e estamos fazendo isto agora para cortar os custos, sem esperar o planejamento da Ernst & Young que é uma coisa de médio a longo prazo".

Confira a entrevista na íntegra em nosso canal no YouTube!