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Caso George Floyd: ex-policial é considerado culpado em tribunal

A condenação ocorreu em decisão unânime

Por Marcello Oliveira - Internacional20/04/2021
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O julgamento do ex-policial Derek Chauvin, envolvido no caso George Floyd terminou no fim da tarde desta terça-feira (20), em Minneapolis, com o principal suspeito considerado culpado pelo homicídio de Floyd, de 46 anos. A condenação ocorreu em decisão unânime. Chauvin, que alegou inocência das três acusações que enfrentava, foi considerado culpado em todas elas.

Chauvin era acusado de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) de segundo grau, e de assassinato em segundo e em terceiro grau. A pena máxima para o homicídio culposo é de até 10 anos, enquanto a pena para homicídio de segundo grau é de até 40 anos, e a pena máxima para assassinato em terceiro grau é de até 25 anos

Após três semanas de exposição do caso no tribunal, o júri começou a deliberar na última segunda-feira (19) seu veredicto. O corpo de jurados é composto por 12 pessoas, das quais sete são mulheres e cinco são homens. Entre elas, seis são brancas e seis foram definidas como "multirraciais", incluindo pessoas negras, conforme informou a rede americana CNN.

A promotoria defendeu a tese de que, a partir dos vídeos que foram divulgados, Floyd não reagiu à detenção e, portanto, o emprego da imobilização não seria justificado. Também argumento que Chauvin assumiu o risco de matar ao colocar o joelho sobre seu pescoço. Além disso, a acusação reforçou que o ex-policial manteve o sufocamento mesmo após os avisos de que o homem não conseguia respirar e por mais tempo do que se orienta no treinamento, caracterizando o homícidio. A pena ainda será lida no tribunal, mas o ex-policial permanece preso aguardando. A pena pode demorar até oito semanas para ser anunciada.

Cidades de todo o país se prepararam para qualquer que fosse o resultado do julgamento. Nova York, Washington, Los Angeles, Atlanta e São Francisco são algumas das cidades que anunciaram o reforço do policiamento nas ruas em vista da possibilidade de protestos em massa.