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Entrega de animais silvestres e exóticos cresce 71% em Minas Gerais

Entre os animais recuperados estão araras, maritacas, periquitos e jabutis; Lei Ambiental prevê detenção de 6 meses a 1 ano para quem captura e vende animais sem autorização

Por Da Redação - Meio ambiente02/09/2020
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As entregas voluntárias de animais silvestres e exóticos que estavam sob tutela indevida em Minas Gerais aumentaram 71%, entre janeiro e julho de 2020, nos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres do Instituto Estadual de Florestas (IEF), em comparação com o mesmo período do ano passado. Balanço da Diretoria de Proteção à Fauna do IEF aponta que, nos primeiros sete meses de 2020, o instituto recebeu 575 animais silvestres e exóticos, contra 336 no mesmo período de 2019. O IEF está vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

A entrega de animais silvestres ou exóticas pode ser feita nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes Claros e no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Patos de Minas.

Entre as principais espécies silvestres entregues voluntariamente por particulares nos Centros de Triagem estão os papagaios, araras, maritacas e periquitos, seguidos de jabutis. Em relação aos animais exóticos recebidos, destaca-se o tigre d’água americano, também conhecido como tartaruga-de-orelha-vermelha.

A legislação brasileira prevê penalidades para quem comercializa, mantém ou guarda animais silvestres sem autorização ambiental e existem punições específicas para quem introduz espécies exóticas no país.

A Lei de Crimes Ambientais prevê detenção de seis meses a um ano e multa para quem captura, vende e tem em depósito fauna silvestre sem autorização ambiental, e detenção de três meses a um ano e multa para quem introduzir fauna exótica. A lei ambiental, no entanto, isenta de penalidades quem espontaneamente entregar os animais ao poder público.

Denúncias podem ser feitas ao Ibama, no  0800-61-8080, na Polícia Militar de Meio Ambiente, no 2123-1600/1635, ou no Disque Denúncia 181