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Sobram bolhas e invencionices, falta educação

Por Paulo Leite - Opinião11/06/2021
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Imagem: Disney / Divulgação

Num mundo composto de bolhas, dias de aula e invencionices. Assim está a educação em BH.

Ainda sob o efeito do artigo/opinião que escrevi antes da decisão da Prefeitura de BH  de retorno das aulas do Ensino Fundamental na Capital, onde abordava a questão dos mais de 400 dias sem aula, me deparo com um estudo da Consultoria Vozes da Educação encomendado pela Fundação Lemann e divulgado pelo jornal “O Estado de São Paulo”, dando conta de que países que ficaram menos dias com escolas fechadas durante a pandemia não tiveram grande perda de aprendizagem ou sequer tiveram algum déficit.

Espantem-se: “O Brasil é o segundo país com mais tempo de escolas fechadas, segundo a Unesco, passando dos 260 dias. Percebam: “Belo Horizonte, esse celeiro de decisões equivocadas, já passa dos 400

Estudos iniciais já apontam para um déficit no desenvolvimento dos alunos no país durante a pandemia. Para especialistas que ouvi, existe a possibilidade desses resultados comprometerem uma geração de brasileiros. Se no país dos 260 dias fechados essa realidade é assustadora, imagine em BH

Segundo esse  estudo,da “Vozes da Educação”, países que avaliaram seus alunos em 2020 ou 2021 já com as escolas total ou parcialmente abertas como França, Noruega, Estônia, Colômbia e Uruguai, obtiveram a média dos alunos um ponto menor que a de 2019. 

Na Estônia e na Noruega, ainda tomando como base o mesmo estudo,não houve mudança na aprendizagem durante a pandemia. Esses dois países não ficaram mais de 100 dias com suas escolas fechadas.

Para apimentar a discussão um outro estudo, do Instituto Unibanco e divulgado pelo mesmo Estadão, traz um dado relevante. Estudantes do ensino médio do Brasil aprenderam só 25% do que deveriam no ano passado. 

Claro, os dados aqui apontados revelam muito pouco para os que, como é o caso de Belo Horizonte, definem fechamentos e aberturas motivados apenas por decisões politiqueiras. No caso da capital além das decisões equivocadas existem as invencionices, o “pardalismo”, ato praticado pelos Professores Pardais de plantão, que elaboram mirabolantes teses como bolhas de alunos, dias da semana para as aulas etc... numa tomada de decisão com atraso de mais de 400 dias.

Ora se essas teses de limitação são as mais adequadas porque não foram testadas durante esse período de paralisação? Mas não, se fecham em seu notório saber, será que tão notório assim, para validar suas decisões com a prepotência dos que não aprenderam construir soluções compartilhadas. Ou se compartilhadas o fizeram com seus grupos que defendem interesses pouco transparentes e quase sempre alheios ao senso de realidade.

Gestão Pública se faz com conhecimento, compartilhamento e envolvimento dos setores da sociedade. A mesma sociedade que sustenta o Poder Público com seus impostos, tornando-os nossos empregados. Simples assim.