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Amazônia, Covid e liberdade religiosa: os destaques da fala de Bolsonaro na ONU

Presidente abriu 75ª edição da Cúpula, que acontece pela primeira vez de forma online

Por Lucas Rage - Política22/09/2020
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O presidente Jair Bolsonaro abriu, nesta terça-feira, a Assembleia Geral das Nações Unidas. O tradicional discurso de um Chefe de Estado Brasileiro abre a 75ª edição da Cúpula, que acontece de forma completamente virtual pela primeira vez na história.

Em sua fala, Bolsonaro abordou a pandemia e os incêndios florestais pelos quais vem passando o Brasil. Segundo o presidente, o país é vítima de uma “campanha brutal de desinformação” sobre a Amazônia e o Pantanal.

Ações de combate à Covid-19

Bolsonaro lamentou ainda as mortes provocadas pela Covid-19, e abordou os impactos da pandemia na economia. “Desde o princípio eu alertei em meu país que tínhamos dois problemas para resolver: o vírus e o desemprego. E que ambos precisavam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”.

O presidente acusou a imprensa de “disseminar o pânico” sobre a pandemia da Covid-19. A cobertura, segundo Bolsonaro, “quase levou o país ao caos”. 

Bolsonaro elencou ainda as ações tomadas pelo governo no combate à Covid-19, como a concessão do auxílio emergencial e as pesquisas de desenvolvimento da Vacina de Oxford.

Queimadas na Amazônia e Pantanal

 “Somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, afirmou o presidente, ao falar sobre as políticas de conservação do país. “A Amazônia Brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos, que se unem a associações brasileiras aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”, completou.

Sobre os incêndios, o presidente afirmou que “os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação”.

“Os incêndios acontecem praticamente nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas”, completou.

Bolsonaro classificou as queimadas no país como “consequências inevitáveis” da alta temperatura local, “somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”.

Ataques à Venezuela

O presidente atribuiu à Venezuela o derramamento de óleo que poluiu a costa brasileira, em 2019. 

“Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle e acarretando sérios danos ao meio ambiente e sérios prejuízos à pesca e turismo”, afirmou. “As regras de proteção ambiental devem ser respeitadas, e os crimes devem ser apurados com agilidade. Para que agressões como a que ocorreu contra o Brasil não venham a atingir outros países”, completou.

Bolsonaro falou ainda sobre as ações de acolhimento de refugiados venezuelanos, que vem ocorrendo na fronteira entre Brasil e Venezuela em Roraima. Segundo ele, mais de 400 mil refugiados venezuelanos já foram amparados.

Pacote de reformas

O presidente falou ainda sobre as Reformas Tributária e Administrativa, bem como os marcos regulatórios do saneamento e do gás natural, que tramitaram no Congresso Nacional. “Eles atrairão novos investimentos, estimularão a economia e gerarão renda e empregos”, declarou.

Liberdade religiosa

Por fim, Bolsonaro fez um apelo “a toda a comunidade internacional”, pela “liberdade religiosa” e o “combate à cristofobia”

O presidente ainda prestou solidariedade ao Líbano e enalteceu as relações diplomáticas do Brasil com Israel, Bahrein e os Emirados Árabes Unidos. Bolsonaro também elogiou as ações que vêm sendo tomadas pelo presidente Donald Trump, na resolução de conflitos no Oriente Médio.

“O Brasil é um país cristão e conservador, e tem na família a sua base. Deus abençoe a todos”, assinou Bolsonaro. 


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