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CPI da Pandemia: ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello é ouvido por senadores

O depoimento começou pouco depois das 9h e não tem hora para acabar

Por Da redação - Política19/05/2021
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Está sendo ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Ele será questionado sobre sua conduta nos dez meses em que esteve à frente da pasta. 

Antes de passar a fala para o ex- ministro, o presidente da CPI, Omar Aziz, leu a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus ao ex-ministro da Saúde para que ele tenha o direito de ficar em silêncio na CPI da Covid sempre que entender que as perguntas podem levá-lo ao risco de produzir prova contra si.

O pedido ao STF foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão solicitou também que Pazuello ficasse imune a algumas medidas, entre as quais a prisão. 

Nessa terça-feira, o ex-chanceler Ernesto Araújo foi ouvido. Ele confirmou a atuação à frente do Ministério das Relações Exteriores na importação de insumos da Índia necessários para a produção da cloroquina. Araújo defendeu o trabalho da pasta neste caso dizendo que com a alta procura do fármaco, "um remédio muito importante que tenha seu estoque preservado", foi necessário garantir a reserva do medicamento.

Araújo afirmou que em março do ano passado havia uma expectativa com relação ao uso do fármaco no tratamento da covid-19 "não só no Brasil", como disse, o que levou a uma diminuição do estoque do medicamento utilizado contra doenças reumatológicas e malária. 

No depoimento, o ex-chanceler disse que "jamais" foi contra a iniciativa do Consórcio Covax Facility para recebimento de vacinas contra a covid-19. Segundo ele, a decisão de o País participar apenas com 10% e não 50% foi do Ministério da Saúde.

O ex-chanceler também tentou justificar uma oposição a Organização Mundial da Saúde (OMS) em razão de "idas e vindas" por parte da OMS, e disse ter atuado para solucionar o impasse na importação do IFA vindo da China.